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É de hoje…O que é feito dos postos de combate à sinistralidade rodoviária?

Dani Costapor Dani Costa
9 de Abril, 2026
Em Cronica de Dani Costa, Opinião

A comissão multissectorial que analisa os assuntos relacionados à viação e trânsito reuniu-se ontem. E, no mesmo dia, foi apresentado mais um balanço sobre a sinistralidade rodoviária no país. Entre as principais causas, segundo o comandante- geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas, constam o excesso de velocidade, fadiga e o uso de álcool durante a condução.

Claro que o estado das estradas consta das principais causas, uma vez que existem troços no país que carecem mesmo de intervenção, à semelhança do que já defenderam alguns empresários ligados ao sector dos transportes públicos. Há dois meses – ou mais- que as autoridades já haviam anunciado a existência de mais de 70 pontos críticos, ou seja, locais em que regularmente ocorrem acidentes de viação, muitos dos quais mortais.

Nos últimos dias, por exemplo, as estradas nacionais, 100 e 230, têm sido as mais ensanguentadas, causando uma certa preocupação nos automobilistas e passageiros, alguns dos quais esperam explicações sobre o assunto. O facto de muitos dos acidentes ocorrerem nas estradas nacionais leva-me a questionar sobre as condições existentes nos postos de prevenção à sinistralidade rodoviária, que durante um determinado período o Ministério do Interior instalou ao longo das principais estradas.

Construídos para atender às preocupações ligadas ao trânsito nas principais estradas nacionais, estes centros foram apontados durante um certo período como unidades que poderiam facilitar não só o acesso aos acidentes, mas, sobretudo, a assistência até aos populares sinistrados por parte dos bombeiros e outros efectivos da Polícia Nacional.

Era expectável que, numa fase destas, em que os acidentes tendem a aumentar e o número de mortes também se torna assustador, se revisse a importância de tais infra-estruturas que consumiram largos milhões de dólares ao Estado angolano. As imagens actuais de muitas destas instalações contrastam grandemente com aquelas que possuíam no passado. Mesmo de longe, nota-se um certo descaso em termos de acompanhamento superior, o que, seguramente, se pode confirmar com muitos dos meios que os efectivos aí destacados possuem.

É essa imagem, por exemplo, que se transmite a quem passa pelos postos da Munenga, Canjala, Morro de Binda e outros espalhados pelo país. Se devidamente reparados, equipados e com pessoal formado – além dos efectivos de trânsito- muitos deles podem ajudar a salvar ainda mais vidas do que o fazem actualmente. Depois de largos milhares de dólares investidos, durante os anos dourados da política económica angolana, é chegada a hora de se retirar o devido proveito destes investimentos feitos pelo próprio Estado.

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