Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Sáb, 17 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Do papel para o digital: desafios e oportunidades da transformação digital nas empresas

Jornal Opaispor Jornal Opais
30 de Abril, 2025
Em Opinião
Apreendidas nove armas de fogo e detidos mais de cem suspeitos

A transformação digital deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade na estratégia global. Num contexto de procura pela diversificação económica e modernização, como o nosso, a transição de processos manuais e baseados em papel para modelos digitais assume uma relevância crítica.

Este percurso, além da actualização tecnológica, obriga à reengenharia fundamental dos processos de negócio, à mudança cultural profunda e ao investimento estratégico no futuro.

O estado da transformação digital em Angola revela avanços concretos, mas continua marcado por limitações estruturais. Em Janeiro de 2025, existiam 17,2 milhões de utilizadores de internet (44,8% da população) e 28,7 milhões de conexões móveis activas (74,6%). Mesmo assim, 55,2% dos cidadãos estavam offline.

A conectividade internacional é robusta, mas a adopção interna de serviços digitais pode ser mais rápida e mais efectiva.

Sectores como a administração pública, indústria transformadora, logística, agricultura e MPMEs poderiam beneficiar estruturalmente da transformação digital, deixando de estar ancorados a processos manuais, com impacto directo na produtividade e na competitividade.

Contudo, a jornada digital em Angola é dificultada por um conjunto complexo de obstáculos interligados. Os custos significativos de investimento em tecnologia e acesso a serviços digitais representam uma barreira considerável, particularmente para as MPMEs.

A isto soma-se um défice de competências digitais, tanto a nível da literacia básica da população como na escassez de profissionais especializados, limitando a utilização eficaz das ferramentas disponíveis.

A resistência cultural à mudança, enraizada em processos manuais de longa data, e a necessidade de uma gestão da mudança eficaz são também entraves grandes.

A conectividade fora dos grandes centros continua a apresentar custos elevados e cobertura desigual, ao mesmo tempo que o ambiente regulatório segue em processo de consolidação.

A estes factores somam-se dificuldades no acesso a financiamento e desafios crescentes na cibersegurança, que exigem respostas coordenadas para sustentar a transição digital.

Mesmo assim, o potencial transformador da digitalização é evidente. A eficiência operacional melhora significativamente com a automação de tarefas repetitivas, o que liberta tempo e recursos para funções mais estratégicas, necessárias ao desenvolvimento e crescimento.

A experiência do cliente torna-se mais fluida, com serviços personalizados e respostas mais rápidas. A digitalização permite também ampliar o alcance das empresas, facilita a inclusão financeira e oferece suporte à tomada de decisão com base em dados. Além disso, promove a inovação e incentiva o surgimento de novos modelos de negócio.

O Executivo tem demonstrado empenho no fortalecimento do ecossistema digital, através de políticas e programas orientados para a modernização tecnológica.

A “Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2027 – Agenda GOVERNO.AO 27” estabelece objetivos claros para a modernização do Estado e a oferta de serviços integrados.

Investimentos em infra-estrutura incluem a expansão das redes de banda larga e fibra óptica, bem como a maximização das capacidades do satélite AngoSat.

Programas como o Projecto de Aceleração Digital de Angola (PADA) visam melhorar a conectividade e promover o uso produtivo das tecnologias digitais, apoiando start-ups e MPMEs. No entanto, pode existir uma desconexão entre estas iniciativas macro e as necessidades concretas das MPMEs tradicionais que lutam para digitalizar seus processos legados.

Os exemplos que temos de transformação digital mostram tanto os desafios superados como os benefícios alcançados.

Na administração pública, as iniciativas de digitalização integraram serviços, simplificaram processos como a constituição de empresas, e implementaram sistemas de gestão documental, que resultaram em maior organização, transparência e aumento significativo da receita arrecadada.

No sector de telecomunicações, há um forte investimento na melhoria da experiência do utilizador com canais digitais e com o desenvolvimento de serviços financeiros digitais que promovem a inclusão.

A banca que está a passar por uma transformação significativa está a investir em canais digitais, sistemas de pagamentos móveis e instantâneos, explorando formas de alcançar segmentos anteriormente não atendidos. A digitalização tem impacto directo na competitividade.

No mercado interno, começa a assumirse como factor diferenciador, permitindo às empresas reagir com mais agilidade às exigências dos clientes e às dinâmicas do mercado.

No plano internacional, processos digitais facilitam o comércio e o acesso a novos mercados, promovendo a integração em cadeias de valor regionais e globais, condição cada vez mais determinante no posicionamento económico de qualquer país.

A transformação digital estende-se a toda a cadeia de valor, melhorando a articulação entre fornecedores, distribuidores e parceiros.

A maturidade digital do sector privado é também um sinal positivo para investidores e potenciais parceiros estratégicos.

A transição do papel para o digital, além de uma actualização de processos, representa uma mudança estrutural.

Exige visão, investimento continuado e compromisso com uma transformação profunda que reposicione as empresas para competir num mundo em aceleração digital.

 

Por: FABIANO KLEIN

*Gestor de Consultoria da TIS

Relacionados - Publicações

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Imaginemos...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Em...

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Na...

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

O...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
16 de Outubro, 2026

Cerca...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Um só povo, uma só Nação

por Dani Costa
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Publicidade

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Polícia trava desvio de 10 toneladas de fertilizantes no Porto do Lobito

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Naufrágio de barco com 305 imigrantes deixa 139 mortos ao largo de Djibuti

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Celso Rosas considera Corredor do Lobito como aposta estratégica para transformar Angola num centro logístico da África Austral

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Imaginemos...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Em...

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Na...

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

O...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
16 de Outubro, 2026

Cerca...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Um só povo, uma só Nação

por Dani Costa
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Vice-governador considera estratégico  sector agro-alimentar no combate à fome

Vice-governador considera estratégico sector agro-alimentar no combate à fome

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM