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“Operação Nkodi” encerra sete postos de combustíveis suspeitos de alimentar contrabando em Cabinda

Jornal Opaispor Jornal Opais
14 de Novembro, 2024
Em Destaque, Sociedade

As bombas de abastecimento de combustível, em número excessivo, constituem uma das principais fontes que alimenta o contrabando de combustível na província de Cabinda

A través do descaminho e açambarcamento, a partir dos postos de abastecimento, quantidades consideráveis de gasolina, gasóleo e petróleo iluminante são destinadas para as fronteiras com os países vizinhos para fins comerciais.

A “operação Nkodi”, que envolve o Serviço de Investigação Criminal (SIC), a administração municipal de Cabinda e a secretaria provincial da Indústria, Recursos Minerais, Petróleo e Gás suspendeu três postos de revenda de derivados de petróleo por falta de documentos, dois por alteração das características originais e outros dois cancelados provisoriamente na comuna de Tando Zinze, município de Cabinda.

Para além da suspensão e cancelamento dos postos de revenda, foram apreendidos vários bidões de combustível que se destinavam ao contrabando.

O governo provincial de Cabinda está preocupado com o desvio massivo de combustível para os países vizinhos, em violação à Lei nº 5/2024 do combate ao contrabando de produtos petrolíferos.

Segundo o secretário provincial da Indústria, Recursos Minerais, Petróleo e Gás em Cabinda, Henrique Bitebe, muitos postos de abastecimento foram construídos, sem obedecer os pressupostos legais, de forma clandestina e em zonas impróprias para facilitar o contrabando de combustível.

A instituição está a levar a cabo um trabalho de encerramento destes postos montados clandestinamente em áreas inadequadas e construídas à margem da lei. A “operação Nkodi” envolve funcionários da secretaria da Indústria, Recursos Minerais, Petróleo e Gás, da administração Municipal de Cabinda e efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Mote da operação

Mote da operação A operação, que teve início na Terça-feira, 12, visa inspeccionar e cancelar todos projectos ligados à venda de derivados de petróleo não autorizados pelas autoridades.

Henrique Bitebe garantiu que a “operação Nkodi” visa auxiliar as autoridades no combate ao contrabando de combustível na província de Cabinda.

Adiantou que a mesma será extensiva aos quatro municípios no intuito de inspeccionar locais onde foram montados tanques e reservatórios sem o cumprimento das regras e da lei.

“Percebemos que continua haver incumprimento da lei e vamos cancelar e multar todos que têm cisternas e bombas contentorizadas que não obedeceram aos pressupostos legais. Serão cancelados e muitos deles confiscados a favor do Estado”, referiu.

A “operação Nkodi”, que começou na comuna de Massábi, onde foi minimizado o fenómeno, vai até ao mês de Dezembro.

De acordo com Henrique Bitebe, neste momento, as atenções estão agora viradas para a comuna de Tando-Zinze, por esta apresentar casos preocupantes de contrabando de combustível.

Irregularidades

A nossa fonte considerou que para manter o controlo sobre o contrabando de combustível, ninguém pode montar uma bomba de combustível sem a licença de implementação ou erguer um projecto no ramo sem que tenha o direito de superfície.

No entanto, segundo Henrique Bitebe, os sectores que participam no processo de combate ao contrabando estão todos alinhados para fazer cumprir a lei.

As bombas suspensas são aquelas que foram construídas sem apresentação de qualquer documentação e que os seus proprietários garantem ter a papelada em dia. “Vamos dar um tempo para a apresentação dessa documentação.

Aqueles que foram cancelados não podem retomar as actividades porque se confirmou que montaram as estruturas sem qualquer autorização administrativa e da secretaria”, referiu a nossa fonte.

Garantiu que o sector vai continuar a trabalhar no sentido de fazer com que a classe empresarial siga as normas e despertar a atenção dos agentes económicos para o cumprimento dos pressupostos legais.

“O governo está preocupado com o desvio massivo de combustível para os países vizinhos e temos de continuar a fazer para que a Lei seja aplicada.

No meio dessa confusão há quem cumpre com as suas obrigações legais e se sente prejudicado por aqueles que não cumprem”, sublinhou.

 

Por: Alberto Coelho, em Cabinda

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