Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Dom, 4 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Filosofia na obra “O Crime do professor Kandimba”, de Henriques Samuel

Jornal Opaispor Jornal Opais
7 de Agosto, 2024
Em Opinião

Os assuntos literários, nos últimos dias, em Angola, têm despoletado muitas discussões. Hoje, falar de literatura requer muitos cuidados. Como Guinski (2012, p. 51), corroboramos que “a palavra literatura, muitas vezes, nos remete a um contexto vinculado ao entretenimento – apenas”. Porém, não é verdade ao certo, literatura não serve apenas para entreter o leitor.

Numa obra literária, o leitor desperta vários comportamentos como leitor. O autor acima entende que “a leitura de textos literários, poéticos ou narrativos nos dá material para sonharmos, para termos contacto com diversas civilizações e sua herança cultural”. Aristóteles, na sua obra Poética, compreendia a literatura como imitação da vida (mímesis).

Há quem dissesse que aprendeu mais Psicanálise em Shakespeare do que em Freud. Convidamos o amigo leitor, para fazer jus aos dois parágrafos escritos, a encontrar as filosofias na obra “O Crime do professor Kandimba” e, principalmente, a herança cultural do povo ambundu, na localidade do Kwanza Norte. Ademais, os escritos abaixo formam, com cortes, o prefácio da obra.

A obra em causa não é um amontoado de frases, trata-se de uma obra que vislumbra o ambiente de muitas escolas, bairros, casas e famílias. Quer dizer, o reflexo do modus vivendi angolano e não só.

A narrativa transcende simplesmente informações de entretenimento, uma falsa ideia que se prega no que ao assunto da literatura diz respeito, porém conserva questões filosóficas, principalmente de matriz africana, do grupo étnico ambundu, tendo em conta a localização geográfica do enredo, Ndalatando, onde se valoriza o nascimento – “akuvhala, uvhala”.

Um adulto que morre sem fazer filho é sepultado acompanhado de bananeira. O enredo é centrado ao professor Kandimba, um professor substituto, à semelhança de muitas narrativas, por exemplo, o filme “The Substitute”, porém o que torna esta obra diferente, além da característica física do protagonista (magro, mas musculoso, charmoso, vaidoso e, uma inferência nossa, – cheiroso), que faz parte do padrão de beleza nos dias actuais, é a sua vontade de não procurar exteriorizar a sua inteligência, o oposto dos inteligentes do mundo real (exibicionismo intelectual). Por outra, a abstinência do purismo exacerbado, isto é, a síndrome do Pedantismo Gramatical.

Segundo ele, “os gramáticos são apressados, pois não deixam que os falantes acabem de assinar os acordos e partem logo para os seus dogmas falhos [e mutáveis].

O professor Kandimba, embora não seja professor de português, evita essa prática e inculca aos alunos um espírito de tolerância linguística, procurando evitar preconceitos e/ou descriminações linguísticas.

Quanto ao espaço da narrativa, diferente de muitas narrativas com as quais mantivemos contacto, faz uma localização precisa e do mundo real, isto é, Ndalatando, localizado a Norte de Angola, cidade capital da província Kwanza Norte.

Atitudes semelhantes à do escritor são molas impulsionadoras para alavancar o turismo, leva com que as pessoas conheçam in loco lugares que conheceram por inerência da literatura.

O assédio activo e passivo ganha corpus de forma galopante nessa obra, com maior incidência às figuras professor e aluna, não queremos descartar o assédio entre professora e aluno ou vice-versa, mas imberbe. Esse tipo de assédio localizado no espaço escolar e protagonizado por professor(a) e aluna(o) é que se prefere chamar pedagossédio.

A narrativa levou-nos a crer que afinal existe fronteira no sexo. Desde os mais conhecidos, como: sexo contra menores, estupro, incesto, zoofilia, entre mais, destaca-se a relação sexual entre professor e aluna (professora e aluno), quando não é um caso sério entre ambas as partes, principalmente do lado da mulher. Na ciência do sexo, as mulheres nunca perdem. Só há fracasso no lado dos homens.

É difícil ser homem num mundo no qual a satisfação sexual depende em grande escala da experiência e da perspectiva sexual da senhora. Aliás, a vitimização atinente às decepções amorosas é, em grande medida, feminina.

O acto sexual entre professor e aluna, à luz da presente obra, é agridoce. O doce do sexo é conhecido, senão por virgens, e o amargo, a obra diz até o indizível. É imperioso que o ambiente escolar seja despido de realizações, desejos e impulsos sexuais.

A escola, como propôs Nóvoa (2022), precisa de metamorfoses – que se compreenda, de facto, que a “[escola] é uma instituição humanista e o seu propósito é educar humanos por humanos para o bem da humanidade”, evitando a propagação de escolarizados pelados de princípios axiológicos e culturais, cujos actos são desumanos. Foram filosofias, não entretenimento apenas. Literatura não é só entretenimento!

 

Por: Adilson Fernando João

Recomendado Para Si

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

    Siga OPAÍS no WhatsApp

    Recomendado Para Si

    Opinião

    É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

    por Dani Costa
    29 de Setembro, 2026

    Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

    Ler maisDetails
    Opinião

    Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

    por Jorge Fernandes
    28 de Setembro, 2026

    Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

    Ler maisDetails
    Editorial

    Editorial: Momento de afirmação

    por Jornal OPaís
    28 de Setembro, 2026

    Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

    Ler maisDetails
    Opinião

    É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

    por Dani Costa
    25 de Setembro, 2026

    Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

    Ler maisDetails
    Carregar Mais
    Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

    Para Sí

    • Radio Maís
    • Media Nova
    • Negócios Em Exame
    • Chiola
    • Agência Media Nova
    • Contacto

    Categorias

    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Desporto
    • Mundo
    • Publicações
    • Vídeos

    Condições

    • Política de Privacidade
    • Política de Cookies
    • Termos & Condições

    @ Grupo Media Nova | Socijornal

    Sem Resultados
    Ver Todos Resultados
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Mundo
    • Desporto
    • Mais
      • Publicações
      • Opinião
      • Entrevista
      • Editorial
      • Vídeos
      • Saúde
      • África
      • Ciência e Tecnologia
      • Cronica de Dani Costa
      • Justiça
      • Reportagem

    © 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

    Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.