Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo BFA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Sex, 18 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Uma língua cuja Constituição da República a desconhece

Jornal Opaispor Jornal Opais
6 de Março, 2024
Em Opinião

A humanidade é feita de diferenças, há quem acredite que “a diferença faz o mundo”. Na diferença que há, o nosso mundo é feito por cegos, surdos e deficientes físicos (pessoas portadoras de deficiência física) e mais. Todos, excepto a pessoa (com deficiência auditiva) surda, conseguem reter os sons, ou seja, são ouvintes. Logo, para essa comunidade, na qual a voz não tem utilidade, a língua gestual é a ideal. A informação da existência de um código próprio, com regras gramaticais, léxicos próprios, faz com que, nos últimos dias, uma língua esteja a ganhar mais número de usuários (à parte dos surdos), felizmente, chegou até aos órgãos de comunicação social, com maior destaque à televisão, desde o aparecimento da Covid 19 em Angola.

Toda língua usada num território, principalmente nos órgãos de difusão social, entendemos que deve necessariamente fazer referência na carta magna de uma nação. Pelo facto de a língua gestual não ter espaço na constituição da república de Angola, entendemos ser a raiz da presente abordagem. Sobejamente sabido que a língua é pertença de um povo, não é um ente individual, porém o seu estatuto depende em grande escala da vontade política de quem dirige a nação ou a comunidade. Nenhuma língua é oficializada sem a devida vontade de quem governa.

Por isso, questões semelhantes, linguisticamente, ganham espaço em política linguística. A constituição da república de Angola desconhece a língua gestual angolana, julgamos que esteja a ferir os princípios legislativos, porque é uma língua usada nos meios de comunicação (TV), nas escolas (com a implementação da educação inclusiva., as salas mistas são obrigadas a ter intérpretes para a língua gestual angolana), as igrejas utilizam-na (referência à igreja Adventista do Sétimo dia e Testemunhas de Jeová) e em alguns comícios (políticos, religiosos e mais), porém sem respaldo na constituição da república, com excepção na Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino, Lei 32\20 de 12 de Agosto que altera a lei 17\16 de 7 de Outubro e na Lei 10\16 de 27 de Julho – Leis das Acessibilidades, que estabelece as normas gerais, condições e critérios para as pessoas com deficiências ou mobilidade condicionada.

Diferente, por exemplo, do tratamento que Portugal dá à língua gestual portuguesa, sendo uma das três línguas oficias do país, reconhecida na constituição da república desde 1997, no artigo 74, a alinha h), aflora a respeito da “proteção e valorização da língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades”. Princípio que não é observado nem valorizado na constituição da república de Angola. No que à política linguística locais dizem respeito, através da constituição da república, artigo 19, que aborda a respeito da política linguística, só têm espaço o português (a língua oficial; as línguas de Angola (com destaque as línguas do grupo Bantu e dois grupos não Bantu) e as principais línguas de comunicação internacional. Como se vê a baixo: 1. A língua oficial da República de Angola é o português. 2.

O Estado valoriza e promove o estudo, o ensino e a utilização das demais línguas de Angola, bem como das principais línguas de comunicação internacional. Quanto à Lei 32\20 de 12 de Agosto que altera a lei 17\16 de 7 de Outubro -Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino -, no artigo 16, sobre a política linguística no ensino, felizmente, faz menção da língua gestual. 2. “O Estado promove e assegura as condições humanas, científico-técnicas, materiais e financeiras para a expansão e generalização da utilização no ensino, das línguas de Angola, bem como da língua gestual para os indivíduos com deficiência auditiva”.

Espanta-nos o facto de não ser identificada qual língua gestual se trata, como que fosse uma língua sem nome, à semelhança de tratar a língua de uma nação simplesmente por língua. A legalização ou a normalização de leis não é errado, justifica a proposição segundo a qual “viver em sociedade requer obedecer a regras”. Viver é seguir regras, aliás, aprendemos com a natureza. É hora de a língua gestual angolana fazer parte na constituição da república de Angola e com a devida designação de “língua gestual angolana”, porque ela é diferente de todas outras línguas gestuais.

POR: Adilson Fernando João

Recomendado Para Si

O bloco de Quinguito na prova de frequência – Vidas de Ninguém (XXXV)

por Domingos Bento
18 de Setembro, 2026

Naquele dia, todos nós ficámos a rir no pátio da escola quando o Quinguito apareceu com uma metade de bloco...

Local de trabalho não é campo de batalha

por Jornal OPaís
18 de Setembro, 2026

O local de trabalho não é campo de batalha. É, ou deveria ser, um espaço onde pessoas diferentes se encontram...

Agostinho Neto: a Pátria que atravessa fronteiras

por Jornal OPaís
18 de Setembro, 2026

Há árvores cuja sombra ultrapassa o ter reno onde foram plantadas. Quem descansa debaixo delas nem sempre conhece a mão...

A inclusão financeira em Angola e o caso da KixiCrédito

por Jornal OPaís
18 de Setembro, 2026

O nosso país tem uma história de superação: da Independência Nacional ao fim do conflito armado em 2002, passando pela...

É de hoje… A UNITA já joga sob protesto!

por Dani Costa
18 de Setembro, 2026

Angola já está a menos de um ano da realização das próximas eleições gerais. Há dias, num comunicado feito ao...

Memórias das “Bês” e das “Cês” da velha Luanda

por Jornal OPaís
17 de Setembro, 2026

Na maior parte das vezes, uma viagem faz sempre bem. Ainda que seja apenas uma viagem no tempo como a...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • PR dá prazo de 15 dias para inserção de contratados no quadro definitivo da Função Pública

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • CNE aprova hoje lema das Eleições de 2027 enquanto partidos aceleram mobilização e disputa pelo eleitorado

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MININT disponibiliza calendário do Concurso Público de Ingresso Externo

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Formação em Infecciologia reforça controlo de infecções em 20 hospitais de Angola

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

O bloco de Quinguito na prova de frequência – Vidas de Ninguém (XXXV)

por Domingos Bento
18 de Setembro, 2026

Naquele dia, todos nós ficámos a rir no pátio da escola quando o Quinguito apareceu com uma metade de bloco...

Ler maisDetails
Opinião

Local de trabalho não é campo de batalha

por Jornal OPaís
18 de Setembro, 2026

O local de trabalho não é campo de batalha. É, ou deveria ser, um espaço onde pessoas diferentes se encontram...

Ler maisDetails
Opinião

Agostinho Neto: a Pátria que atravessa fronteiras

por Jornal OPaís
18 de Setembro, 2026

Há árvores cuja sombra ultrapassa o ter reno onde foram plantadas. Quem descansa debaixo delas nem sempre conhece a mão...

Ler maisDetails
Opinião

A inclusão financeira em Angola e o caso da KixiCrédito

por Jornal OPaís
18 de Setembro, 2026

O nosso país tem uma história de superação: da Independência Nacional ao fim do conflito armado em 2002, passando pela...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… A UNITA já joga sob protesto!

por Dani Costa
18 de Setembro, 2026

Angola já está a menos de um ano da realização das próximas eleições gerais. Há dias, num comunicado feito ao...

Ler maisDetails
Opinião

Memórias das “Bês” e das “Cês” da velha Luanda

por Jornal OPaís
17 de Setembro, 2026

Na maior parte das vezes, uma viagem faz sempre bem. Ainda que seja apenas uma viagem no tempo como a...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.