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Tribunal de Contas terá mais de 11 mil milhões Kz para fiscalizar actos de corrupção

Paulo Sérgio por Paulo Sérgio
15 de Dezembro, 2023
Em Manchete, Política

As acções de combate ao crime económico e financeiro e à corrupção vão passar, no próximo ano, a estar centrada em três órgãos do Estado, nomeadamente o Tribunal de Contas — que passa a receber a maior fasquia do bolo —, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE), que poderá sofrer uma redução das verbas de mais de mil milhões de kwanzas. O Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos deixa de desenvolver acções neste e âmbito

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O programa de reforço do combate ao crime económico e financeiro e à corrupção, levado a cabo pelo Estado, vai consumir 16 mil milhões, 553 milhões, 421 mil e 926 kwanzas no próximo ano, de acordo com o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2024, aprovado pela Assembleia Nacional, nesta quarta-feira.

O Tribunal de Contas, órgão responsável por fiscalizar a legalidade dos actos de gestão financeira e administrativa do Estado e demais instituições públicas e privadas determinadas por lei, é a unidade orçamental que vai receber a maior fasquia do bolo.

Isso porque o Estado prevê disponibilizar 11 mil milhões, 812 milhões, 432 mil e 588 kwanzas para que a sua equipa possa executar o programa de reforço do combate ao crime económico e financeiro e à corrupção.

Para a execução deste programa, este ano, o Tribunal de Conta inscreveu no OGE 2023, em execução, despesas avaliadas em apenas 6 mil milhões, 279 milhões, 836 mil e 640 kwanzas, o que se, comparado com o orçamento previsto para o próximo exercício económico, regista um aumento de 5 mil milhões, 532 milhões, 595 mil e 948 kwanzas.

De toda a verba que será canalizada ao TC no próximo ano, a maioria, isto é, 6 mil milhões, 855 milhões, 454 mil e 906 Kz, vai ser aplicada em acções de “fiscalização concomitante e promoção de auditorias”, registando um aumento de 575 milhões, 619 mil e 266 kwanzas, comparativamente ao ano em curso.

Segundo o referido documento, este órgão de soberania, que tem também a missão de assegurar a adequada aplicação dos recursos públicos em benefício de todos os angolanos, vai gastar 3 mil milhões, 910 milhões, 338 mil e 243 kwanzas com a revisão da legislação e regulamentação do seu sector.

O remanescente, mil milhões, 46 milhões, 639 mil e 439 kwanzas vai ser canalizado para a edição e publicação de revista e relatórios da instituição.

Segundo apurou OPAÍS, a implementação destes dois projectos é de elevada importância para a instituição, porquanto, ao lado das acções de fiscalização e controlo, está a desenvolver projectos pedagógicos com vista à criação de consciência de prestação de contas e adopção das boas práticas de gestão pelos gestores públicos.

PGR ficará com a segunda maior fasquia do bolo A Procuradoria-Geral da República, um dos órgãos do Estado que mais se destaca no combate à corrupção, vai receber 4 mil milhões, 117 milhões, 669 mil e 617 kwanzas para executar o seu Plano Estratégico de Combate à Corrupção no próximo ano.

Neste caso, notase que haverá uma redução de 600 milhões, 492 mil e 993 kwanzas, uma vez que no orçamento deste ano foram inscritas despesas na ordem de quatro mil milhões, 718 milhões, 162 mil e 610 kwanzas.

Saliente-se que a PGR tem três departamentos envolvidos em acções do género, designadamente a Direcção Nacional do Plano de Combate à Corrupção (DNPCC), o Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA) e a Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP).

Já a InspecçãoGeral da Administração do Estado (IGAE), de onde saiu o actual presidente do Tribunal de Contas, Sebastião Domingos Gunza, vai sofrer uma drástica redução de mil milhões, 207 milhões e 306 mil kwanzas para 100 milhões de Kwanzas.

O Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, liderado por Marcy Lopes, excluiu do seu orçamento para o próximo ano o programa de reforço do combate ao crime económico, financeiro e à corrupção.

No entanto, tinha previsão de receber este ano 5 mil milhões, 823 milhões, 298 mil e 735 kwanzas.

Exclusão de verbas para o MJDH satisfaz sociedade civil

O director executivo da Associação Pro Bono Angola, Milton Bartolomeu, classificou, em declarações ao jornal OPAÍS, assertiva a exclusão do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos (MJDH) do leque de instituições que recebem verbas para implementar um programa de combate à corrupção, por se tratar de um ente público que não tem vocação imediata para o efeito.

“Os fundos públicos destinados ao combate à corrupção e crimes conexos deveriam ser destinados aos órgãos com vocação directa e imediata para conhecer, prevenir, reprimir e combater este fenómeno pernicioso ao desenvolvimento económico e social da nossa sociedade”, detalhou.

Para sustentar a sua tese, explicou que o referido departamento ministerial tem, de entre outras, a atribuição de implementar políticas e medidas de prevenção, repressão e combate aos crimes que afectam a boa governação.

Acções essas que, na sua opinião, parecem colidir ou interferir com as atribuições da Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção (DNPCC), que tem vocação imediata para o efeito.

Ainda assim, considera que o MJDH deve continuar a implementar as suas acções neste domínio, por também ser uma das suas atribuições estatutárias.

“Todos os órgãos da administração directa e indirecta do Estado, bem como as demais pessoas colectivas públicas e privadas, têm de envolver-se afincadamente no combate contra a corrupção, independentemente de terem ou não verbas específicas para este fim”, frisou.

No seu ponto de vista, a abordagem da corrupção é, ou pelo menos deve ser, transversal a todos os sectores da sociedade, logo, todos devem engajar-se em promover a cultura da ética, da transparência e da prestação de contas na gestão de fundos públicos.

Quanto ao facto de a maior fasquia destinada ao referido programa ter sido atribuída ao TC, o também advogado justificou que se deve ter em conta que este órgão de soberania tem como missão primeira fiscalizar preventiva e sucessivamente a legalidade dos actos de gestão financeira e administrativa do Estado e demais instituições públicas e privadas.

Fazendo uma resenha histórica da institucionalização do Tribunal de Contas, em 1996, pela Lei n.º 5/96, de 12 de Abril (…), Milton Bartolomeu salientou que os dados actuais indicam que a sua existência não inibiu nem desencorajou a prática generalizada e sistémica de actos de corrupção no país.

“Tampouco eram conhecidos casos de criminalização e responsabilização de gestores públicos por práticas de actos de corrupção.

Apesar dos inúmeros casos detectados e tornados públicos pelo próprio TC, ainda assim, a sua acção não fez recuar a prática de actos de corrupção”, frisou.

Para demonstrar que as coisas tomaram um rumo diferente, recordou que “muito recentemente a titular daquela alta instância judicial foi compelida a abdicar das suas funções, alegadamente por estar mancomunada com a corrupção. Dito isto, reitero o que já afirmei antes”.

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