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OPAÍS

Angola produziu menos petróleo em Janeiro

Jornal Opaispor Jornal Opais
14 de Fevereiro, 2018
Em Economia

No primeiro mês do ano, de acordo com o último relatório da OPEP, Angola diminuiu a sua produção petrolífera em 10,9 mil barris por dia, tendo visto declinar, em Dezembro, as exportações de crude para a China, o seu principal cliente, em 178 mil barris em média diária.

POR: Luís Faria

A produção angolana de petróleo registou uma diminuição de 10,9 mil barris por dia, situando- se em 1,615 milhões de barris em média diária, de acordo com o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que cita as habituais fontes secundárias. No mês anterior, Dezembro, a produção angolana havia subido para 1,626 milhões de barris por dia, tendo a redução registada no primeiro mês do corrente ano sido a segunda maior entre os 14 países membros da organização, logo a seguir à da Venezuela, que verificou um tombo de 47,3 milhões de barris por dia de Dezembro para Janeiro.

O tecto fixado à produção angolana de petróleo, de acordo com o regime de quotas em vigor na OPEP, é de 1,673 milhões de barris em média diária. A OPEP reduziu em Janeiro a sua produção global em 8,1 mil barris por dia, o que se fica largamente a dever às quebras registadas nas produções venezuelana e angolana, e ainda na da Nigéria, o primeiro produtor africano, a qual recuou 8,1 mil barris. A Nigéria produziu em Janeiro, em média, 1,819 milhões de barris diariamente. Já o Irão aumentou a respectiva produção em 30 mil barris por dia, a Arábia Saudita em 23,3 mil e a Líbia em 21 mil. A produção conjunta da OPEP atingiu, no primeiro mês de 2018, 32,302 milhões de barris em média diária.

Exportação para a China recua

Por outro lado, as exportações de petróleo bruto angolano para a China contraíram-se em Dezembro, o último mês de que há informação disponível, 178 mil barris por dia em termos médios, mantendo-se Angola como o terceiro fornecedor da potência asiática, com uma quota de 9% no conjunto das suas importações de crude. As importações chinesas de petróleo provenientes da Rússia também declinaram naquele mês em 61 mil barris por dia, tendo, pelo contrário, as com origem na Arábia Saudita aumentado em 53 mil barris em média diária. As importações chinesas de petróleo bruto decaíram significativamente em Dezembro em comparação com o nível elevado registado no mês anterior, registando uma quebra de 1,1 milhões de barris por dia (menos 12%), para se situarem em 8 milhões de barris em média diária. Também as importações de crude efectuadas pela Índia, outro mercado importante para o petróleo angolano, registaram em Dezembro uma quebra de 11 mil barris por dia face ao mês precedente, para se situarem em 4,6 milhões de barris em média diária.

Pelo contrário, e já no mês de Janeiro, as importações de petróleo bruto dos Estados Unidos, apesar do continuado aumento da produção norte-americana de óleo de xisto, cresceram, atingindo 8 milhões de barris em média diária, o nível mais elevado apurado desde Maio de 2017. De acordo com o relatório da OPEP, a procura mundial por petróleo deverá crescer este ano mais rapidamente do que o esperado, uma previsão que decorre do bom momento que atravessa a economia mundial, reforçando o acordo estabelecido entre a organização e outros 10 países exportadores da matéria-prima no sentido de reduzir a respectiva produção em cerca de 1,8 milhões de barris por dia com vista a reduzir o excesso de oferta global.

Mesmo assim, o mercado global só retomará o equilíbrio no final de 2018, pois preços mais elevados incentivam os Estados Unidos e outros produtores que não pertencem à OPEP, nem subscreveram o acordo que coloca um tecto à oferta, a produzir mais. A OPEP prevê que a procura mundial por petróleo aumentará para 1,59 milhões de barris por dia este ano, mais 60 mil barris do que o estimado anteriormente. ‘O desenvolvimento económico saudável e sustentável nos principais centros globais de procura de petróleo constitui o principal factor explicativo do crescimento na procura’, considera a organização no relatório. ‘Prevê-se que esta estreita ligação entre crescimento económico e procura de petróleo prossiga, pelo menos no curto prazo’, acrescenta o documento.

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