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OPAÍS

Empresas proibidas de explorar madeira em Cabinda

Jornal Opaispor Jornal Opais
26 de Janeiro, 2018
Em Economia

Escassez de equipamentos técnicos destinados ao corte, logística e transportação de madeira, levaram o governo de Cabinda a suspender a actividade nos próximos dias, por um período de quatros meses, situação que pode motivar a redução ainda maior das quantidades projectadas.

Enquanto vigorar a suspensão, as empresas que forem autuadas a explorar serão sancionadas. Nesta campanha florestal, os madeireiros da província de Cabinda vão explorar 34 mil e 400 metros cúbicos de madeira, quantidade abaixo dos 52 mil metros cúbicos fixados pelo Governo, devido a dificuldades.

A província de Cabinda tem uma capacidade de exploração de 115 mil metros cúbicos por ano, marca que não tem sido alcançada pelas empresas madeireiras por dificuldades em meios técnicos para o corte, logística e transportação.

Ao longo de um encontro realizado na última Terça-feira com os empresários locais, no quadro do processo de auscultação da sociedade, o governador Eugénio Laborinho anunciou a pretensão de disciplinar o exercício da actividade madeireira em Cabinda, cujos operadores licenciados são apenas quatro, enquanto as demais existentes, que são muitas, estrangeiras incluídas, exercem a actividade ilegal e anarquicamente, portanto sem qualquer contrapartida para o país e para população local.

Para o ano em curso (2018), a quota de exploração na província foi fixada em 52 mil metros cúbicos, contra os 39 mil metros cúbicos em 2017 e 78 mil em 2016.

A floresta do Maiombe é a principal fonte de exploração das variedades de espécies mais nobres (caras) de madeiras como o mogno, undianuno, pau-rosa, cambala tola branca, lifuite e outras preciosidades madeireiras. Além da floresta do Maiombe, Cabinda conta ainda a zona sudeste de Cabinda, na Comuna de Tando-Zinze, onde se explora igualmente a madeira.A madeira de Cabinda tem como de destino, os mercados de Portugal, Espanha, China e França, respectivamente.

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