EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 19 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Juristas chamam atenção à necessidade de se fiscalizar a aplicação dos 10%

Romão Brandão por Romão Brandão
27 de Janeiro, 2023
Em Política

O Decreto Presidencial n.º 69/21 de 16 de Março – que aprova o Regime de Comparticipação Atribuída aos Órgãos de Administração da Justiça pelos Activos, Financeiros e Não Financeiros por si recuperados, de 10%, segundo alguns juristas ouvidos pelo jornal OPAÍS tem algumas lacunas, entre as quais a falta de indicação de uma instituição que venha a fiscalizar a aplicação de tal verba

Poderão também interessar-lhe...

PR recebe líder da UNITA para analisar proposta de pacto de estabilidade

Grupo Parlamentar do MPLA analisa temas da próxima Sessão Plenária

Governo-Sombra da UNITA defende consolidação da rede museológica nacional e articulação entre cultura e turismo

O Decreto Presidencial que vigora há sensivelmente 19 meses, isto é, desde a data da sua publicação, em Março de 2021, diz que a comparticipação é repartida pela PGR e pelos tribunais, quando o activo recuperado for declarado perdido a favor do Estado, mediante decisão condenatória.

Nos casos em que o activo for recuperado pela PGR, sublinha o diploma, a percentagem da comparticipação é atribuída totalmente a este órgão. Os órgãos que irão beneficiar são a Procuradoria-Geral República (PGR) e os Tribunais. A ambos é atribuída a percentagem de 10% do valor líquido recuperado, io que significa que caberá a cada um receber 5% do mesmo valor.

Nas situações em que a PGR recuperar de forma individual os activos a favor do Estado receberá de forma individual a totalidade dessa percentagem correspondente a 10% do valor líquido recuperado, conforme previsão legal no referido decreto.

Sobre este assunto, o jurista Lievem Cambonga entende que a má aplicação deste Decreto Presidencial prejudicará sobremaneira o combate à corrupção, na medida em que os próprios órgãos da Administração da Justiça estarão preocupadas em trazer a juízo com o propósito de os seus agentes satisfazerem-se desses benefícios, suscitando um conflito de interesses pessoais e público.

“Outro aspecto relevante é o facto de que o mesmo Decreto Presidencial não indicar qual- quer instituição para fiscalizar a aplicação dessas verbas, deixando uma lacuna, que pode incentivar várias condutas arbitrárias por parte da gestão dos activos recuperados”, disse.

Questionado se este Decreto despertará ou não nos procuradores o desejo de defender e condenar para receberem a percentagem, Lievem Cambonga disse que, apesar de o decreto não especificar as condições que se esperam ver melhoradas, e se essas condições podem ser de carácter pessoal ou somente institucional, isto não implica que os Magistrados Judiciais e do Ministério Público estejam isentos de cumprir o que está previsto, nem mesmo outorgar caminho distinto dos dinheiros percentuais que poderão receber.

“O espírito do legislador, ao consagrar o Decreto Presidencial n.º 69/21 de 16 de Março, consistiu na atribuição de melhores condições de funcionamento aos Órgãos da Administração da Justiça, e não propriamente enriquecer os Magistrados Judiciais e do Ministério Público”, reforçou.

Uma mais valia para os Órgãos de Justiça

Por outro lado, para o jurista André Mingas, com esta com- participação de 10 por cento por decisão conjunta do órgão recuperador e da entidade beneficiária do activo é uma mais-valia contribuindo para o suprimento das necessidades dos tribunais e garantia das condições logísticas essenciais para a administração da justiça pelos tribunais em no- me do povo.

A ideia que fica subjacente neste caso, disse, é a da forte relação de interdependência dos órgãos de soberania onde, antes da existência do Decreto Presidencial nº 69/21, apenas o Estado se beneficiava dos ganhos da recuperação dos activos fruto do combate à corrupção, enquanto os Órgãos de Administração da Justiça ficavam numa posição de mera subserviência, sem o devido investimento para o avanço da tal propalada reforma da justiça, podendo aqueles órgãos serem facilmente corrompidos pelos infractores.

A segunda nota apresentada pelo entrevistado diz respeito ao facto de os Órgãos de Administração da Justiça tornaram-se o objecto de fortes ataques, de to- dos os que não concordavam com as decisões, ou não teriam medo de ser abrangidos por elas. “Assim, uma boa parte da elite angolana, que tem receio de ir parar a um tribunal, começou a criticar ferozmente os tribunais, as suas decisões, o seu funcionamento, a sua independência. O objectivo destas atitudes é muito simples: deslegitimar as de- cisões judiciais, desvalorizando o seu peso no combate à corrupção”, defende.

Todos estes factos levam ao questionamento do papel da justiça em Angola, sublinhando-se, sobretudo, a sua lentidão e eventual politização. Na verdade, disse, esta discussão acaba por ser benéfica porque do questionamento surge a discussão e a necessidade de reforma. Uma nota não menos importante é a necessidade que há em garantir que os Órgãos de Administração da Justiça não se tornem politizados, segundo André Mingas, apesar de abraçarem uma bandeira do poder político e, dessa forma, se mantenham imparciais e independentes, to- mando as suas decisões sem influências, de forma transparente e tecnicamente fundamenta- da no direito.

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

PR recebe líder da UNITA para analisar proposta de pacto de estabilidade

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

O Presidente da República, João Lourenço, recebeu, nesta terça-feira, 19, em audiência, o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, no...

Ler maisDetails

Grupo Parlamentar do MPLA analisa temas da próxima Sessão Plenária

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

O Grupo Parlamentar do MPLA realiza, neste momento, a sua 5.ª Reunião Ordinária, no Complexo Turístico Futungo II, em Luanda,...

Ler maisDetails

Governo-Sombra da UNITA defende consolidação da rede museológica nacional e articulação entre cultura e turismo

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

N a data em que se celebrou o Dia Internacio- nal dos Museus, assinalado, ontem, 18 de Maio, o Governo-Sombra...

Ler maisDetails

Angola e Reino da Malásia manifestam aposta contínua no reforço da cooperação bilateral

por Jornal OPaís
19 de Maio, 2026

A República de Angola estabeleceu relações diplomáticas com o Reino da Malásia em Junho de 2001, caracterizadas pela amizade e...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Dubai Investments Park Angola encaixa mais de 70 milhões de dólares com venda de 20 lotes da futura “cidade económica”

19 de Maio, 2026

‎Cabinda regista dois casos positivos de varíola dos macacos

19 de Maio, 2026

Angola destaca inovação no Sistema Nacional de Saúde em Genebra

19 de Maio, 2026

Estado arrecada cerca de USD 100 milhões de contribuição da Sociedade Mineira do Luele em 2025‎

19 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.