Ministro da Energia e Águas avalia dificuldades no fornecimento de energia eléctrica em Cabinda

A província de Cabinda vive, neste momento, sérios problemas de produção e distribuição de energia eléctrica às populações. Actualmente, Cabinda e a vila de Lândana, município de Cacongo, registam restrições no fornecimento de energia, devido à avaria de algumas unidades de produção instaladas na central térmica de Malembo

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, visitou, ontem, a província de Cabinda para avaliar o nível de execução dos projectos do sector e as dificuldades inerentes ao fornecimento de energia eléctrica às populações.

Para o ministro João Baptista Borges, a grande preocupação que existe de momento, quer para o governo de Cabinda, como para o Ministério de Energia e Águas, são as actuais restrições que a província vive, o que tem estado a afectar a regularidade e a satisfação da população.

Segundo o governante, neste momento, em que estão a ser efectuados trabalhos de manutenção na central térmica de Malembo, há duas turbinas fora de serviço, ou seja, cerca de 18 megawatts de energia eléctrica não estão a ser fornecidos aos consumidores, facto que está na base para as restrições.

João Baptista Borges lamentou o facto de a manutenção das turbinas que abastecem energia à província de Cabinda acarretar custos financeiros elevados, bem como as dificuldades inerentes à importação de peças de reposição para os referidos equipamentos. “Essa manutenção atrasou-se mais do que prevíamos e estamos a trabalhar para que dentro de duas semanas possamos eliminar progressivamente as restrições”, referiu.

De acordo com o ministro de Energia e Águas, o objectivo é que, até o final do corrente ano, a província conte com uma situação que permita ter alguma reserva em termos de capacidade de produção de energia eléctrica.

Para tal, referiu, torna-se imperioso efectuar uma revisão capital à turbina número 1, a maior unidade de produção instalada na central térmica de Malembo, bem como efectuar-se uma manutenção geral aos grupos geradores das centrais térmicas de Chibodo e Santa Catarina.

Para melhorar o trabalho do sector ao nível da província de Cabinda, o ministro enumerou um conjunto de acções para estabilizar o abastecimento de energia eléctrica e água potável às populações.

A montagem da nova turbina é um objectivo para ser concluído este ano. “É uma capacidade de reserva, ou seja, a melhoria que vamos introduzindo no abastecimento não vai depender da montagem dessa turbina”, esclareceu, garantindo que nas próximas semanas será colocada em serviço a turbina número 4, o que eliminará as restrições.

“Neste momento, temos cerca de 18 megawatts de restrições que precisamos recuperar. A entrada em funcionamento da turbina número 4 vai permitir injectar 20 megawatts e vamos, assim, deixar de fazer restrições”.

Em paralelo a essa actividade, vai-se também concluir a revisão capital da turbina número 1 na central térmica de Malembo, cuja manutenção deverá durar cerca de três meses.

O ministro João Baptista Borges anunciou que este ano será montada a unidade número 6, que já se encontra na central térmica de Malembo, precisando, tão-somente, a sua transladação para o local onde será instalada.

“Estamos a fazer uma projecção para que essa unidade entre em serviço até final deste ano.” De acordo com o ministro de Energia e Águas, infelizmente, toda energia eléctrica consumida na província de Cabinda é produzida por fontes térmicas, arcando um consumo subs tancial de combustível e custos avultados com as operações de manutenção dos equipamentos.

Por essa razão, disse o ministro, o Executivo definiu no seu programa de investimentos como prioridade a construção da interligação entre Cabinda e Soyo.

“Com essa interligação, vamos colocar Cabinda ligada ao sistema eléctrico nacional e deixar de ter produção térmica de forma permanente, o que, de certo modo, vai estabilizar o fornecimento de energia eléctrica à província”, sublinhou.

A interligação da província de Cabinda à rede nacional de electricidade, segundo o ministro João Baptista Borges, é um projecto que já tem passos dados.

“Essa interligação, através de um cabo submarino, vai ser feita por uma extensão de 120 quilómetros e já temos contrato celebrado e como também já temos fonte de financiamento.

É um projecto que está no Orçamento Geral do Estado”, assegurou. Adiantou que durante o presente ano vai dar-se início à fase de levantamento batimétrico, ou seja, estudar o fundo do mar para definir o percurso que o cabo vai ter.

“Esse é o trabalho que se vai fazer durante este ano e no próximo ano esperamos começar a tratar propriamente da execução do projecto”, ressaltou.

Produção de água estável

Em relação ao sector das águas, o constrangimento, neste momento, não está na produção mas na rede de distribuição, porque a província cresce todos os dias e há novas áreas habitacionais.

“É preciso estendermos a rede de distribuição. Estamos a trabalhar no âmbito de um programa do Banco Mundial para expandir a rede de distribuição em toda a zona da cidade de Cabinda e a vila de Lândana, município de Cacongo, os dois pontos atendidos pela Estação de Tratamento de Sassa-Zau”, defendeu o ministro.

Segundo João Baptista Borges, outros sistemas “mais pequenos”, como os de Fortaleza e Buco-Zau, precisam ser reabilitados. O sistema do município de Belize, garantiu, funciona normalmente, carecendo de expansão da rede de distribuição. “Em relação ao sector das Águas, a nossa principal preocupação é expandir a rede de distribuição para mais áreas habitadas”, saliento

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