Num comunicado tornado público pelo Comité Permanente da UNITA, ontem, o partido manifesta com preocupação que a situação política, económica e social tende a agravar-se e ainda denuncia sobre intenções de atentar contra a vida do seu presidente e de outros membros da direcção.
Assim, o Comité Permanente alerta sobre os perigos que representam para a estabilidade política e social, as tentativas de manipulação da justiça, a fabricação de cenários incriminadores, a tentativa de destituir a liderança da UNITA legitimamente eleita e as demais manifestações movidas por ódio, racismo, pela imoralidade e falta de ética, usando e abusando do palco da comunicação social pública, por agentes dos serviços de inteligência, banalizando o Estado Democrático de Direito.
“O Comité Permanente lamenta que Angola tenha chegado a este estado, numa altura em que o seu Presidente da República é também o Presidente da União Africana, o qual permite que se atente contra os princípios e valores consagrados na Carta e nos Protocolos da União Africana”, lê-se.
Refere ainda o comunicado que as tentativas de substituir o líder da UNITA com base em elucubrações judiciais, forjadas e encenadas por agentes dos Serviços de Informação, acrescidas da tentativa de substituir a liderança do seu Grupo Parlamentar e da intimidação do primeiro-ministro do Governo Sombra, constituem em si a negação do direito à oposição política consagrada na Constituição.
No mesmo documento, a direcção condena a que considera, reiterada divulgação de documentos de viagem do presidente da UNITA nas redes sociais, a partir do protocolo do Estado no Aeroporto 4 de Fevereiro, um crime que só não é punido, “graças à protecção dos criminosos, pela partidarização e instrumentalização da justiça, da segurança e das instituições do Estado angolano pelo partido no poder.
“Já não restam dúvidas de que as células do MPLA estão activas e operam a descoberto nas instituições do Estado Angolano”, denuncia a UNITA que insta a PGR a tomar as devidas medidas e a investigar tais denúncias. Para a UNITA é urgente que o Executivo perceba que há limites para tudo. “O povo angolano não vai aceitar que continue a morrer por insensibilidade do Executivo. É tempo do Governo dialogar com todas as franjas da sociedade, pois a situação de crise económica e social criada pela sua gestão está a tornar-se insustentável”, lamenta.