Unidade, crescimento do partido e estabilidade são os três eixos pelos quais o Partido de Renovação Social (PRS) se vai empenhar durante o presente ano político, cuja agenda de relançamento foi apresentada no último sábado, na cidade do Lubango, província da Huíla.
Ao falar para os militantes, o secretário Nacional para os Assuntos Políticos do PRS apontou como factores galvanizadores para este ano a unidade, crescimento do partido e estabilidade, face ao estabelecido aquando da realização do V congresso ordinário realizado o ano passado e que reelegeu Benedito Daniel ao cargo de presidente.
De acordo com Francisco Chala, o congresso realizado em Outubro, sob o lema “Trabalho, Unidade e Progresso”, reflectir-se-á nas acções que deverão obedecer aos princípios de coesão, credibilidade, visibilidade do partido e dinamismo, levando a cabo actividades concretas para fortalecer a organização.
Ainda na sua comunicação aos militantes, o responsável lembrou que o PRS continua a preservar a sua matriz, não abdicando do “Federalismo” como um projecto de nação, pois a sociedade e a comunidade académica, quando discutem sobre o assunto, levam-nos a falar sobre o PRS.
“O federalismo, mais do que uma forma de Estado, como o dfine a ciência política, é para nós um projecto viável para os angolanos, abraçado desde a fundação do nosso partido, e acreditamos que amanhã seremos lembrados quando estivermos no lado certo da história”, defendeu.
O político considerou que a organização cujo leme está a ser assegurado por Benedito Daniel está forte, à medida em que conta com um quadro normativo actualizado composto pelos Estatutos que estabelecem normas e princípios democráticos.
Em relação ao contexto socioe-conómico, Francisco Chala descreve-o como sendo preocupante, a julgar pela situação social delicada devido ao aumento cada vez maior dos níveis de pobreza extrema, num cenário em que os preços dos produtos estão a aumentar todos os dias, inclusive os do campo, devido a factores exógenos e endógenos que o país enfrenta.
“Os hospitais continuam sem medicamentos, nem condições de trabalho para os técnicos de saúde que infelizmente veem os pacientes a perder a vida nas suas mãos sem poder fazer nada. Há muitas crianças fora do sistema de ensino e, tal como na saúde, na educação também não há condições de trabalho. Falta quase tudo, desde a merenda escolar até o salário dos profissionais de educação que noutrora eram considerados como os combatentes da linha de frente”, considerou.
Quanto ao conflito que opõe as forças rebeldes do M23, apoiadas pelo Ruanda, e o Governo da República Democrática do Congo, manifesta preocupação com o conflito que se regista naquele país vizinho, tendo apelado às organizações regionais e internacionais, bem como às partes em conflito, a encontrar soluções diplomáticas que conduzam à paz efectitva e duradoura.
“Vamos trabalhar para vencer os desafios políticos que se avizinham. Trabalhemos com as comunidades para que as autarquias sejam uma realidade no nosso país e nos preparemos para o grande combate democrático que nos vai levar às eleições gerais de 2027, para conquistar o poder que nos permitirá realizar as aspirações dos angolanos e implementar o Federalismo em Angola”, perspectivou.