Casa do Kwanza entra hoje em funcionamento

O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou nesta quinta-feira, na Zona Económica Especial (ZEE), em Icolo e Bengo, a Casa do Kwanza

A nova infraestrutura, considerada crucial para a segurança e eficiência na gestão do kwanza, foi recebida com “alegria e orgulho”, segundo o chefe de Estado, especialmente no ano em que Angola celebra 50 anos de independência.

Em declarações à imprensa, João Lourenço destacou que a Casa do Kwanza supre uma necessidade urgente, já que as operações de manuseio e armazenamento de numerário eram realizadas em condições precárias no Banco Nacional de Angola (BNA) do ponto de vista da segurança.

“Acreditamos que, com a tecnologia de ponta instalada, a nossa moeda estará melhor protegida, servindo de forma mais eficaz a nossa economia”, afirmou.

O Presidente da República, ressaltou também na sua intervenção que a estabilidade do kwanza depende do esforço conjunto dos angolanos, enfatizando a necessidade de aumentar a produção nacional.

“A força do kwanza não depende de ‘varinhas mágicas’, mas sim da nossa capacidade de produzir”, declarou.

Combate à corrupção

Segundo o Presidente, a Casa do Kwanza nada tem a ver com o combate à corrupção ressaltando que este combate é feito pelos homens em não permitir a impunidade.

“O combate à corrupção é uma questão de vontade dos homens, a Casa do Kwanza é simplesmente uma infraestrutura” explicou.

Por seu turno, o governador do BNA, Manuel Tiago Dias, afirmou que a Casa do Kwanza representa um marco na modernização da gestão do meio circulante, permitindo maior capacidade e agilidade no atendimento aos bancos comerciais.

Por outro lado, este responsável esclareceu que a nova estrutura não fabricará notas, mas será responsável pela recepção, armazenamento e distribuição do kwanza.

Sobre a casa do Kwanza

A Casa do Kwanza foi construída em uma área de 110 mil metros quadrados, compreende dez edifícios, incluindo um prédio administrativo de 7.464 metros quadrados e um edifício para armazenamento, processamento e distribuição de notas e metais preciosos, com 10.758 metros quadrados, além de seis edifícios de apoio técnico.

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