O aprofundamento das relações bilaterais entre Angola e os Estados Unidos da América esteve no centro da audiência concedida, na tarde desta quarta-feira, 26, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, ao encarregado de negócios da Embaixada norte-americana em Angola, James Story
No encontro, realizado em Luanda, as duas entidades analisaram o actual estado da cooperação entre os dois países, destacando os projectos em curso e as novas oportunidades de parceria.
A conversa teve como principais focos o reforço da cooperação económica, a atracção de investimentos e o fortalecimento do diálogo diplomático.
A audiência ocorre num momento estratégico, em Angola se prepara para sediar a Cimeira de Negócios África-Estados Unidos, prevista para Junho deste ano.
O evento visa atrair investimentos e impulsionar o comércio entre os países africanos e os EUA, reforçando o interesse mútuo em estreitar os laços comerciais e políticos.
No encontro, os diplomatas abordaram ainda as expectativas em torno da cimeira, destacando a importância da diversificação da economia angolana e do fortalecimento das relações político-diplomáticas e comerciais entre as duas nações.
O chefe da diplomacia angolana, Téte António, fez referência a aspectos discutidos recentemente com o seu homólogo norte-americano, Marco Rubio, durante uma conversa telefónica realizada em Johannesburg.
Cooperação económica e comercial
As relações comerciais entre Angola e os Estados Unidos têm sido impulsionadas por intercâmbios estratégicos, sobretudo nos sectores energético, agrícola, tecnológico e de segurança.
Os EUA são um dos principais parceiros comerciais de Angola, com o petróleo angolano a figurar como o principal produto exportado para aquele país.
Em contrapartida, Angola importa dos Estados Unidos equipamentos industriais, tecnologia, veículos e bens de consumo. Empresas americanas, como a Chevron, ExxonMobil e Halliburton, desempenham um papel fundamental na exploração de petróleo e gás no território angolano, promovendo investimentos directos, transferência de tecnologia e capacitação de profissionais.
Além do sector petrolífero, os EUA incentivam investimentos na agricultura, telecomunicações, mineração e infra-estrutura, visando contribuir para a diversificação da economia angolana. Algumas empresas norte-americanas já manifestaram o interesse na modernização do sector agrícola angolano, com vista a aumentar a produção e a competitividade no mercado internacional.
Angola tem ainda aproveitado as oportunidades do African Growth and Opportunity Act (AGOA), um programa dos EUA que facilita a exportação de produtos africanos para o mercado americano, impulsionando o crescimento das trocas comerciais entre os dois países.
Com a aproximação da Cimeira de Negócios África-Estados Unidos, a cooperação entre Angola e os EUA ganha novo fôlego, consolidando uma parceria estratégica para o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.