À coordenação do jornal O PAÍS, saudações e votos de óptima quarta-feira! O mês de Abril, para a cidade de Luanda e arredores, começou em caixa alta quanto às chuvas. Luanda e arredores, apesar de ser um velho problema, acordou, passe o exagero, submersa.
Era chuva em tudo quanto era canto. Tanto mais é que muitos cidadãos não tiveram tempo de ir ao serviço, público ou privado. Uma vez mais, está provado que a periferia de Luanda, é que sustenta a máquina pública e privada administrativa da capital angolana.
Vários pontos como Viana, Zango, Icolo e Bengo, Cazenga, Samba, Sambizanga, Rangel e outros ficaram intransitáveis. Os problemas são os mesmos. Saneamento básico. Grave em alguns pontos, noutros nem tanto.
Por conta disto, as autoridades estão a desdobrar-se em grupos de trabalho para se acudir situações. Fala-se numa morte de uma criança na Samba, em consequência do desabamento de uma residência.
E, também, outros danos materiais (in)calculáveis. Por conta desta situação, já se adivinha que amanhã o trânsito será caótico, mas é ponto assente que faltar ao serviço em Luanda, quando chove, não é uma questão de capricho, mesmo com os ditames da Lei vigente, é mesmo porque os transtornos são demais.
Há bairros em que as águas das chuvas, nauseabundas, sitiam as casas. No entanto, tem sido uma luta ter que condenar muitos que faltaram ao serviço por conta das chuvas. Alguns trabalhadores do GPL vivem em zonas de difícil acesso. Espero que se criem soluções para Luanda.
POR:Ngolome Manuel, Sambizanga