Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo BFA FIB BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Ter, 22 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

As manifestações socioculturais do feitiço – parte II

Jornal Opaispor Jornal Opais
12 de Junho, 2024
Em Opinião

Como bem disse Nubia Hanciau, quando se trata da história da feitiçaria e se recorre as distintas sociedades ou coletividades [neste centrado caso, a colectividade angolana], “faz-se necessária a crítica dos vocábulos e conceitos no sentido de evitar confusão entre os sortilégios em geral – magia, bruxaria, feitiçaria – e sua aplicação.”

Desde modo, começaremos por fazer uma breve contextualização sobre os conceitos dos termos supracitados e as origens destas práticas. Segundo Caldas, as sociedades africanas (sem excussão da Angola), realizavam uma variedade de atividades ritualísticas para invocar os espíritos ancestrais, fazendo a intercomunicação entre o mundo dos vivos e dos além-túmulos.

Os adivinhos eram Medianeiro entre os dois espaços, sagrado e profano, poderia ele predizer acontecimentos passados e futuros, descobrir culpados por ilícitos, causas de doenças, feitiços, e atuar na pacificação das sociedades africanas, referente ao seu equilíbrio e harmonia interna.

Na intercomunicação entre os dois mundos. Portanto, as cerimônias públicas, regidas por danças, festas, e encantamentos são traços característicos das manifestações socio-culturais em Angola, consideradas indispensáveis para o equilíbrio social.

Os feitiços são realizados por pessoas com habilidades especiais, como bruxos, xamãs ou curandeiros e feiticeiros, que têm conhecimento e experiência na utilização de práticas mágicas.

Em muitas dessas tradições, os feitiços são vistos como uma forma de acessar e canalizar poderes sobrenaturais ou energias cósmicas para manifestar mudanças desejadas na realidade física.

Em Angola, estes actos podem envolver o uso de ingredientes naturais, como ervas, raízes e folhas, assim como objetos pessoais, como cabelo ou unhas. Eles também podem incluir a recitação de palavras ou frases específicas, gestos rituais e a realização de cerimônias especiais para ativar o poder do feitiço.

Além disso, os feitiços em Angola estão frequentemente associados às práticas de “kimbiza” ou “umbanda”, que são formas de espiritualidade sincrética que combinam crenças e rituais africanos com elementos do cristianismo e outras tradições religiosas – podendo é claro, variar de acordo com a região e a comunidade – predominante. Segundo Roger Sansi Goldsmiths College (da University of London), o termo fetichismo foi inventado no fim do século XVIII pelo Presidente Charles De Brosses, para definir a forma mais primitiva (elementar) de religião.

No seu livro Essai sur le culte moderne des dieux fétiches (1760), De Brosses faz uma comparação entre a religião dos africanos modernos e a dos egípcios antigos. Assim como os antigos egípcios, os africanos modernos adoravam as coisas, os objetos, os eventos naturais, a matéria, a primeira coisa que encontrassem à frente.

De acordo com Glícia CALDAS (2006), a cosmogonia africana é harmônica, o universo é coeso, e tudo que o desequilibra é visto como sobrenatural, sortilégio mágico, produto de feitiçaria.

O sagrado permeia, de tal modo, todos os setores da vida africana, que torna impossível realizar uma distinção formal entre o sagrado e o secular, entre o espiritual e o material nas atividades do cotidiano.

Ainda o mesmo autor acrescenta a prática do mal era apenas um componente do que deve ser entendido como um pacote de forças religiosas ocultas. Em muitas sociedades africanas, não havia nenhum diferencial que distinguisse os bons rituais dos rituais malévolos.

Os rituais e simbolismos empregados eram os mesmos para o bem e o mal; a diferença estava na finalidade ao qual se destinavam. Alguns autores – como nomeadamente Nubia Hanciau – sustentam que se tem vindo a fazer-se diferença superficial entre “magia branca” ou “negra”, um saber “um pouco mau” ou um saber “muito mau”. Contudo, a magia não é forçosamente boa.

Há registros de invocações terríveis, sulfurosas e até mortais, logo seu emprego ser quase sempre negativo ou discutível. Na verdade, a magia, sobretudo em sua forma popular, nunca é completamente branca, pois fazer o bem a alguns por meio de determinados métodos pode, em contrapartida, significar fazer o mal a outros… Também não é completamente negra, pois se fosse francamente diabólica ou assim se apresentasse, não teria reunido padres, adeptos de uma pequena mágica/feitiçaria inocente, à qual se convertiam para fazer o bem (defendia Hanciau) Em vista disso lembremos que a palavra, magia e feitiço têm seu enquadramento no termo de origem iraniana, incorporada pelo grego (mageia) – como prática utilizada para exprimir uma forma especial de relação com o sobrenatural.

É por isso que, Jean Palou, um dos pioneiros a estudar o assunto na contemporaneidade, define a magia como a arte de comandar as forças do mal. Enfim, sem imaginar que muito pouco se tem estudado sobre a temática, não podemos negar que o grande ponto de discussão em relação a esse fenómeno, é se o podemos considerar um fenómeno socialmente aceitável para a harmonia e equilíbrio social.

Neste ponto, nossas ideias crenças metas e necessidades, fazemnos espontaneamente dizer que sim, ou que não, muitas vezes, sem mesmo nos darmos o trabalho de pensar. Contudo, somos Angolanos, vivemos em África, portanto quem se salvaria plenamente das influências directas ou indirectas deste fenómeno?

 

Por: SAMPAIO HERCULANO

*Finalista em História pela Faculdade de Ciências Socais da UAN

Recomendado Para Si

É de hoje… Que venham os investidores externos

por Dani Costa
22 de Setembro, 2026

Quando Angola recorreu à China em busca de apoios para o seu processo de reconstrução nacional, ainda em curso, houve...

É de hoje… Negócios da China de Manuel Vicente

por Dani Costa
11 de Setembro, 2026

Integrávamos um grupo de jornalistas quando, um dia, em Pequim, visitámos o Ministério das Relações Exteriores da China. Saídos de...

Mendonça manda soltar ex-procurador do INSS e revoga tornozeleira de ex-ministro de Jair Bolsonaro

por Jornal OPaís
10 de Setembro, 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou nesta Terça-feira (8) quatro decisões que afrouxam medi das cautelares...

As conjunções como mecanismos de compreensão textual: uma sugestão metodológica

por Jornal OPaís
10 de Setembro, 2026

Hodiernamente, o ensino das conjunções não é associado aos modos de organização do discurso, muito menos à compreensão textual. A...

Os desafios dos partidos políticos no pleito eleitoral de 2027

por Jornal OPaís
10 de Setembro, 2026

As eleições de 2027 poderão representar um momento importante para a democracia angolana, não apenas pela disputa entre as diferentes...

É de hoje… As leis são para serem aplicadas

por Dani Costa
10 de Setembro, 2026

É impossível minimizar a produção legislativa no país. Sem quaisquer receios, creio que sejamos um dos que mais produzem legislação,...

Carregar Mais

Edições Digitais

Faltam 4 dias Faltam 3 dias Faltam 2 dias Falta 1 dia

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Operação “Prolongado Seguro” regista 26 mortes em estradas em todo o país

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Arranca amanhã II série da Operação Trabalho Digno

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Pais e encarregados de educação receiam que greve dos professores possa baixar grau de aproveitamento dos alunos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Palanquinhas perdem com África do Sul e ficam dependentes de terceiros

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

É de hoje… Que venham os investidores externos

por Dani Costa
22 de Setembro, 2026

Quando Angola recorreu à China em busca de apoios para o seu processo de reconstrução nacional, ainda em curso, houve...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… Negócios da China de Manuel Vicente

por Dani Costa
11 de Setembro, 2026

Integrávamos um grupo de jornalistas quando, um dia, em Pequim, visitámos o Ministério das Relações Exteriores da China. Saídos de...

Ler maisDetails
Opinião

Mendonça manda soltar ex-procurador do INSS e revoga tornozeleira de ex-ministro de Jair Bolsonaro

por Jornal OPaís
10 de Setembro, 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou nesta Terça-feira (8) quatro decisões que afrouxam medi das cautelares...

Ler maisDetails
Opinião

As conjunções como mecanismos de compreensão textual: uma sugestão metodológica

por Jornal OPaís
10 de Setembro, 2026

Hodiernamente, o ensino das conjunções não é associado aos modos de organização do discurso, muito menos à compreensão textual. A...

Ler maisDetails
Opinião

Os desafios dos partidos políticos no pleito eleitoral de 2027

por Jornal OPaís
10 de Setembro, 2026

As eleições de 2027 poderão representar um momento importante para a democracia angolana, não apenas pela disputa entre as diferentes...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… As leis são para serem aplicadas

por Dani Costa
10 de Setembro, 2026

É impossível minimizar a produção legislativa no país. Sem quaisquer receios, creio que sejamos um dos que mais produzem legislação,...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.