Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Sáb, 3 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Análise Literária: como se deve fazer?

Jornal Opaispor Jornal Opais
11 de Dezembro, 2023
Em Opinião

É verdade que um texto é uma unidade complexa marcado por elementos que suavizam o conteúdo. Conforme afirma Vieira da Silva “Possui uma textura própria, já que não é um mero somatório de palavras isoladas.

Pelo contrário, estas surgem interrelacionadas em unidades maiores, com sentido ( grupos frásicos, frases, parágrafos)”.

É um conjunto de palavras e frases encadeadas que permitem a interpretação e transmitem uma mensagem.

Ainda que cada texto seja uma unidade distinta, não deixa de ser agrupável num tipo ( literário, não literário) ou género ( narrativo, lírico e dramático).

Antes de se apresentar os mecanismos para uma análise textual, comprometemo-nos a conceituá-lo como a capacidade interpretativa do texto em partes para se compreender o todo, através da exploração vocabular, dos sinais de pontuação melódicos, das figuras estilísticas do texto de modo a achar o dito e o não-dito do texto.

É a decomposição das partes textuais, a investigação mais profunda e completa dos diferentes segmentos da obra estudada, o poder de síntese, a capacidade de estabelecer relações entre os componentes narrativos e a propriedade de compreender os elementos intrínsecos à linguagem artística.

A sua função essencial é conferir uma ordem ao emaranhado do texto literário e estabelecer uma lógica racional ao estudo da literatura ( LECHAT, 1962, p. 39- 45). Para a análise literária, o texto torna-se o ponto de partida e de chegada. Para se fazer uma análise textual, deve-se pautar, de antemão, pela leitura do texto.

Ler quantas vezs forem necessárias. Torna-se difícil analisar um texto sem que se tenha em mente o que se pretende explorar de concreto; a missão principal, o foco. A leitura necessária para uma análise não é igual à leitura recreativa, aquela realizada de maneira normal e que visa semples diversão do leitor.

O “ analista” precisa ser um leitor apetrechado o suficiente para extrair dela todos os elementos e relações que sustentam inferências seguras, plausíveis e convincentes” ( MOISÉS, 2014, p. 17).

Na visão de Massaud Moisés, são oito etapas que se devem levar em conta à análise textual: 1º. Representar primeira leitura da ordem estudada Leitura mais simples com um carácter lúcido e recreativo que permite a transmissão de uma visão global da obra; 2º.

Depois da compreensão geral da obra, começa-se a segunda leitura. Esta leitura deve se fazer acompanhar de um lápis na mão, uma vez que é importante assinalar os trechos mais problemáticos da narrativa, aqueles em que o entendimento não ficou totalmente claro.

Faz parte desta etapa a investigação das dúvidas contraídas pelo analista.

Aqui, não se pode avançar no estudo sem a elucidação dos pontos listados como problemáticos; 3º. Neste ponto, o contacto com a obra literária visa o estudo estrutural da narrativa, a verifcação temática ou o exame do índice conotativo das palavras e das expressões utilizadas pelo escritor.

O objectivo desta fase dependerá da intenção do analista, isto é, ele pode explorar a estrutura narrativa, aprofundar na temática da obra ou a questão central pode ser a retótica do texto ( TODOROV, 2013, p. 879) .

Não é possível a exploração destes três elementos de uma só vez. Logo, o analista deve escolher um dos elementos e focar-se; 4º. Nesta fase, o analista explica aquilo que entendeu do texto estudado.

Deve apontar ou listar as recorrências encontradas. Por exemplo, se o objectivo do trabalho é a compreensão da retórica textual, neste momento o analista deve apresentar os significados conotativos das palavras, expressões, trechos e capítulos da obra.

Se, por outro lado, o objectivo é o entendimento da estrutura narrativa, devem-se mostrar quais os elementos formais da história são identificáveis ou estão relacionados entre si. 5º.

Deve-se buscar as informações para embasar as descobertas realizadas. Aqui, o analista literarário averigua temas referentes ao contexto da obra ( bibliografia do autor, relação entre os títulos de um portfólio, as opiniões e as entrevistas do escritor a respeito da sua podução e aspectos históricos, socioeconómicos e culturais que podem ter influenciado o texto ficcional) e temas específicos que são importantes para aquela análise ( psicologia, sociologia, linguística, semiótica, política, etc.). 6º.

O analista deve organizar em ordem de importância as constantes ou as recorrências identificadas no texto. É fundamental utilizar critérios estatísticos para realizar esta mensuração; 7º.

Depois, o responsável pela a actividade analítica deve interpretar as suas descobertas. Aqui, busca-se relacionar todas as inferências levantadas com as evidências objectivas encontradas. Tudo que for afirmado previsa ser comprovado definitivamente; 8º. Esta fase é dedicada à redação do trabalho.

Depois da conclusão obtida, o analista precisa registar os resultados alcançados, divulgando-os para os interessados. Na maioria das vezes, a análise literária é usada pelos teóricos da literatura, pelos críticos literários e pelos historiógrafos como matéria-prima do seu trabalho.

É com nestes passos propostos por Massaud Moisés que conseguimos fazer uma análise literária consistente e de lembrar também que, contariamente ao que ele expôs na quinta fase, o Formalismo Russo defendeo papel funcional dos dispositivos literários e sua concepção original de história literária, recusando, assim, as abordagens tradicionais do âmbito psicológico, sociológica ou histórico-cultural.

 

Por: ALBERTO BAPTISTA

*Professor, crítico literário e estudante universitário*

Recomendado Para Si

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

    Siga OPAÍS no WhatsApp

    Recomendado Para Si

    Opinião

    É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

    por Dani Costa
    29 de Setembro, 2026

    Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

    Ler maisDetails
    Opinião

    Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

    por Jorge Fernandes
    28 de Setembro, 2026

    Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

    Ler maisDetails
    Editorial

    Editorial: Momento de afirmação

    por Jornal OPaís
    28 de Setembro, 2026

    Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

    Ler maisDetails
    Opinião

    É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

    por Dani Costa
    25 de Setembro, 2026

    Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

    Ler maisDetails
    Opinião

    O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

    por Jornal OPaís
    24 de Setembro, 2026

    O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

    Ler maisDetails
    Opinião

    Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

    por Jornal OPaís
    24 de Setembro, 2026

    No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

    Ler maisDetails
    Carregar Mais
    Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

    Para Sí

    • Radio Maís
    • Media Nova
    • Negócios Em Exame
    • Chiola
    • Agência Media Nova
    • Contacto

    Categorias

    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Desporto
    • Mundo
    • Publicações
    • Vídeos

    Condições

    • Política de Privacidade
    • Política de Cookies
    • Termos & Condições

    @ Grupo Media Nova | Socijornal

    Sem Resultados
    Ver Todos Resultados
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Mundo
    • Desporto
    • Mais
      • Publicações
      • Opinião
      • Entrevista
      • Editorial
      • Vídeos
      • Saúde
      • África
      • Ciência e Tecnologia
      • Cronica de Dani Costa
      • Justiça
      • Reportagem

    © 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

    Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.