OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 27 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A dimensão socio-construtivista da música ‘Cakuma’ de Viñi Viñi no âmbito dos estudos literários no Huambo (Parte 1)

Jornal Opais por Jornal Opais
13 de Agosto, 2024
Em Opinião

O molã ohepo lyakata, eti mbi osima lyokulumba, Papai utwe pu pu pu, okusoka uyaki k’ahupwi, Mamãe oyangayangako okusanga eci cilya omalã vaye, Cisupako, kwenda otana, ati os meninos de rua, […]. (Trechos da música Cakuma de Viñi Viñi)

Poderão também interessar-lhe...

Carta do leitor: Quem trava os mototaxistas?

É de hoje…MPLA e os caminhos para o Congresso de Dezembro

Vacina contra malária

De início e tendo em conta a alocução acima aludida, é possível compreender que a música é uma forma de expressão cultural presente em várias sociedades ao redor do mundo.

Esta forma de expressão desempenha um papel fundamental na construção da identidade colectiva, no contacto espiritual com aquilo que caracteriza um povo, na confissão do oprimido, dos vários sentimentos, em especial, o de liberdade.

Quando se pretende pensar e falar sobre Música em Angola e, de forma particular no Huambo [uma região pertencente ao grupo etnolinguístico Ovimbundu] e aproximá-la ao contexto litérario local, assiste-se a uma ligeira morbidez, um desinteresse em [re] conhecer e tornar desoculto o viés artísticomusical que denota um cunho linguístico próprio, que acarreta uma expressividade instrumental e de valorização do substrato histórico e cultural huambense que afirma uma angolanidade diversa do portugalismo.

Face a esta problemática, pensamos nós ser relevante discorrer sobre a dimensão socio-construtivista da música ‘Cakuma’ de Viñi Viñi no âmbito dos estudos literários no Huambo, já que, dentre tantas composições musicais feitas em língua nativa neste espaço geográfico, esta parece-nos apresentar elementos que podem ser analisados sob a perspectiva litéraria.

Nela exploramos como é que as dimensões social e construtivista se fazem presentes em sua letra, melodia e contexto cultural, proporcionando uma compreensão mais aprofundada da sua produção e do seu impacto na sociedade contemporânea angolana.

Entrementes, tendo em conta a experiência dialógica que mantivemos com alguns apreciadores e conhecedores da música feita no Huambo, notamos que grande parte dessas pessoas, como dissemos acima, desconhece totalmente a melodia, a letra, o conteúdo da música ‘Cakuma’ e, pior, o seu autor.

Alega-se, por tal facto, que estas atitudes tenham como causas a incompreensão da língua [Umbundu] pela qual o autor se serve como instrumento para transmitir os seus sentimentos; também, a falta de crítica literária-musical dificulta o desvelamento da mensagem, o sentido poético, linguístico, cultural e político-social da letra de ‘Cakuma’; porém, pela peculiaridade que se lhe atribuímos, escrita e cantada em língua regional, conserva e engloba uma dimensão sócio-construtivista decalcada da sua transversalidade temática. Partindo do acima exposto, uma primeira preocupação que poderíamos aqui levantar é a questão da ciência da música, ou seja, a Musicologia.

No Huambo, assim como grande parte de Angola, as abordagens sobre a ciência da Música é, apenas, um projecto falhado, um modelo de grandes utopias ou imaginações.

Esta perspectiva reflete o obscurantismo investigativo presente no escopo da ‘ciência’ nesse recinto espacial, já que, tenhamos, talvez, fazedores da mesma arte, mas não ‘pensadores’ ou ‘críticos’ na área.

Por isso é que, o professor, crítico e musicólogo Jomo Fortunato, assegura que, “dada a dimensão músico-cultural presente e pelo valor que damos à oralidade como um dos principais meios de transmissão da cultura angolana, esta seria uma área do saber instituída em toda parte do país, já que é a disciplina que se dedica ao estudo da música em suas diversas manifestações, englobando a análise de sua estrutura, história, e impacto sociocultural”. Com essa linha de pensamento do professor Fortunato e dando ênfase ao que levanta, era necessário que se desse uma atenção particularizada à

Musicologia. Embora seja uma área em via de desenvolvimento, a sua vivacidade deve estar presente em todas as províncias, motivada, sobretudo, por académicos, investigadores, estudiosos da cultura singular de cada parte geográfica e social do país.

E, aqui, embora exista já projectos culturais e arquivos de preservação, bem como a realização de festivais e eventos musicais que ajudam na disseminação das músicas, há uma chamada de atenção que se faz às universidades e instituições de ensino para a inclusão desta disciplina nos projectos ou programas curriculares. Não se pode, somente, preservar e disseminar a arte.

No entanto, é essencial que se pense na arte e a arte, de forma sistemática e metodológica, a fim de atingir o nível de ciência ou de ‘ciência matura’ que ajude no desocultamento dos elementos valorativos presentes e assentes nela, para o nosso caso, na música com semblantes de angolanidade.

 

Por: Alienado de Papel

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Carta do leitor: Quem trava os mototaxistas?

por Jornal OPaís
27 de Abril, 2026
PEDRO NICODEMOS

À coordenação do jornal O PAÍS, saudações e votos de óptima disposição… Nos últimos dias, os mototaxistas estão a provocar...

Ler maisDetails

É de hoje…MPLA e os caminhos para o Congresso de Dezembro

por Dani Costa
27 de Abril, 2026

Não fossem as informações referentes à vinda do Santo Padre e, concomitantemente, à cobertura em torno da sua brilhante passagem...

Ler maisDetails

Vacina contra malária

por Jornal OPaís
27 de Abril, 2026

A vacinação é uma forma segura de prevenir doenças. É um escudo individual e colectivo. Ajuda o sistema imunológico a...

Ler maisDetails

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Seja forte, Miguel! – Vidas de Ninguém (XX)

por Domingos Bento
24 de Abril, 2026

Enquanto esperava por uma amiga no Nosso Super do Golf II, um puto veio ter comigo. Traumatizado com os constantes...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

DR

Campanha de cirurgias cardíacas pediátricas arranca com seis intervenções bem-sucedidas

27 de Abril, 2026

Presidente da República reforça poderes da ANPG para melhor atender aos desafios actuais do sector

27 de Abril, 2026

Empresas distinguidas por boas práticas de responsabilidade social

27 de Abril, 2026
DR

MPLA e PT reforçam laços de cooperação durante congresso partidário no Brasil

27 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.