Cerca de 30 países iniciaram, ontem, em Paris, as discussões finais sobre “garantias de segurança” para a Ucrânia, incluindo uma possível mobilização militar europeia como parte de um futuro acordo de paz com a Rússia
Esta “coligação dos dispostos”, como lhe chama a França, reuniu-se no Palácio do Eliseu com o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Ao seu lado, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a trabalhar com o Presidente francês para que a voz dos europeus seja ouvida face ao aumento das tensões entre os Estados Unidos de Donald Trump e a Rússia de Vladimir Putin.
Entre os líderes dos países da União Europeia e/ou da NATO presentes estão o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, o vice-presidente turco, Cevdet Yilmaz, e o líder da NATO, Mark Rutte.
Macron falou com Trump antes da cimeira dos aliados da Ucrânia em Paris O Presidente francês, Emmanuel Macron, falou com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, antes da cimeira dos países aliados da Ucrânia, anunciou o Palácio do Eliseu.
De acordo com a Presidência francesa, a troca de impressões teve lugar após o encontro de Quarta-feira à noite entre o Presidente francês e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, em que foi anunciado que a França dará uma nova ajuda suplementar de 2 mil milhões de euros à Ucrânia.
Além disso, o Eliseu anunciou que Macron “manteve breves conversações” com Zelensky, bem como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o chefe da Aliança Atlântica, Mark Rutte, antes do início da reunião sobre paz e segurança para a Ucrânia, onde Portugal esteve representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
A terceira cimeira de países dispostos a dar garantias de segurança a Kiev, no caso de um acordo de paz com a Rússia, reúne cerca de 30 líderes da União Europeia (UE) e da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte), incluindo o Reino Unido, Canadá, Noruega e Turquia, mas sem a participação dos Estados Unidos.
O objectivo é finalizar o trabalho sobre o apoio “a curto prazo” ao exército ucraniano, sobre “um modelo de exército ucraniano sustentável para evitar futuras invasões russas” e sobre as “garantias de segurança que os exércitos europeus podem fornecer”, incluindo os destacamentos terrestres em solo ucraniano, afirmou, na semana passada, Macron.
A cimeira decorreu na sequência das reuniões realizadas em Paris e Londres nas últimas semanas para dar “garantias de segurança” à Ucrânia, invadida pelas tropas russas em Fevereiro de 2022, e depois de Washington ter anunciado um acordo com as delegações ucraniana e russa para uma trégua dos combates no mar Negro, no âmbito das negociações na Arábia Saudita sobre o conflito na Ucrânia.