Desde 2022no comando da província de Malanje, Marcos Alexandre Nhunga abriu as portas do Palácio local para falar com o jornal OPAÍS sobre várias questões ligadas à terra da Palanca Negra Gigante. Agricultura, infra-estruturas, saúde, educação e obras do PIIM constam do conjunto de assuntos abordados pelo governante que, apesar dos desafios, encara a província que dirige com potencial e recursos suficientes para se desenvolver
Há mais de dois anos que foi nomeado governador de Malanje. Actualmente, qual é a caracterização que faz da província que o senhor governa?
Quem deve responder a essa pergunta é quem conheceu Malanje ontem e conhece hoje. Eu sou suspeito de falar.
Como assim?
Eu não posso dizer que Malanje de hoje está pior ou melhor. Mas devo dizer-lhe que é uma província que está, a cada dia que passa, a se afirmar em todas as suas vertentes.
Até que ponto?
Malanje é uma província com um potencial muito grande a nível do desenvolvimento agropecuário, turismo, mineiro e outros factores. Digamos que Malanje tem todas as condições criadas para se desenvolver, para além de ser a província onde se encontram as duas grandes barragens do país, que são o Laúca e Capanda. Então, Malanje tem todas as condições para se desenvolver, conforme tenho dito.
E o que falta para se atingir o verdadeiro desenvolvimento?
Continuar a apostar no trabalho. Entretanto, logo que assumimos a província, fizemos um diagnóstico geral do combate à pobreza e de todas as estruturas que é a província de Malanje. E neste diagnóstico definimos, como grande prioridade, as infraes-truturas de base, por serem estas que permitem o desenvolvimento de qualquer território.
E isso passa por onde, exactamente?
Quando me refiro às infra-estruturas, estou a me referir à mobilidade, estradas, energia e água. É que quando você tem energia, água e estradas, facilmente você consegue fazer uma escola, um posto médico e o desenvolvimento da agricultura fica mais facilitado. E tem sido na base desta prioridade que temos vindo a trabalhar. Por outro lado, temos um programa que é extremamente importante, que é o combate à pobreza. E ao contrário do que se faz, combater a pobreza deve ser com rendimentos. Então, nós definimos como prioridade, no quadro do combate à pobreza, a aposta na agricultura, água e cuidados primários de saúde.
Por quê?
Porque quem não produz não come bem. E quem não bebe boa água corre o risco de ficar doente. E uma pessoa doente, logicamente, tem que ir ao hospital. Então reverteremos a situação e redefiniremos a política porque vimos, durante algum tempo, que no programa de combate à pobreza estavam a se construir escolas e outras infraestruturas. Era completamente absurdo, porque esses programas já estavam contemplados no PIIM