O presidente da Igreja Evangélica Sinodal em Angola (IESA) esteve recentemente a visitar demoradamente alguns campos de produção de grãos no município do Cuima, província Huambo, tendo o reverendo pastor Diniz Marcolino aproveitado a oportunidade para interagir com os homens do campo, ao mesmo tempo que recebeu informações relativas aos níveis de produção e que se projecta
A IESA tem vindo a enganar, um pouco pelo pais, determinadas comunidades para a produção agrícola, na perspectiva de, conforme tem sublinhado a liderança da igreja, combater a fome e acenar para a auto-suficiência alimentar.
No entendimento da Igreja, independência e paz casa também com produção agrícola. De sorte que está em curso um projecto denominado 301 que visa o fomento à producão agrícola, com destaque para o milho, tem dado resultados satisfatórios.
O presidente da IESA esteve, recentemente, no município da Cuima, na planáltica província do Huambo. O responsável eclesial enalteceu o trabalho desenvolvido por um número significativo de camponeses, no que se refere à produção de milho.
O sacerdote reservou espaço para fazer uma abordagem em relação à forma como os angolanos – de Cabinda ao Cunene – de vem festejar o dia 4 de Abril, data em que se celebra mais um aniversário da paz.
O ministro sagrado deixou subjacente a ideia de que as safras projectadas satisfizeram às suas expectativas. E, segundo sublinha, a paz deve ser aproveitada para capitalizar as atenções das famílias na produção do alimento de que se precisa.
Em declarações à imprensa, logo após a visita, o responsável decidiu centralizar a sua alocução na paz, ao realçar que os angolanos devem comemorar com o agradecimento a Deus, o Ser que também proporcionou a independência há 50 anos, sem, no entanto, se perder de vista os heróis por via de quem tal facto ocorreu.
“Muita gente morreu na frente de combate. Portanto, a independência é produto dos esforços unidos de militares, professores, médicos, de camponeses e de todos, frisou, ao admitir a existência de dificuldade no país, porém apela para um certo optimismo.
“Sempre houve dificuldade, sempre houve seca, sempre houve guerras. O mundo não começa hoje. O que é importante é que tenhamos gente que sabe viver no tempo.
O problema não é o problema. O problema é saber viver no tempo”, adverte. Ele é apologista de que se encare a dificuldade como oportunidade para passar para outro lado. É assim que temos que ver.
Encarar as dificuldades como uma ponte para passar para o outro lado, onde há luz, onde há esperança”. Daí que, conforme tinha ressaltado em Benguela, haja a necessidade de se apostar fortemente na produção de alimentos, por isso é que a sua instituição religiosa engaja famílias.
Por sua vez, o administrador do sector Catchindongo, no município do Cuima, Celestino Jorge, afirmou que o projecto agrícola, desenhado pela IESA a pensar na auto-suficiência alimentar de muitas famílias, tem causado impacto significativo na vida da população local, por ter gerado muitos postos de trabalho.
O engenheiro Silvano Levy, ligado ao departamento de desenvolvimento comunitário, salienta que, do ponto de vista agro-pecuário, os indicadores são bastante animadores, na medida em que foram produzidos 60 hectares de milho, isto, no entanto, sem falar de outros hectares «a nível de outras potencialidades agrícolas.
Estamos quase 150 hectares trabalhados para cultura do grão de milho», deu nota. O engenheiro refere que, tecnicamente, foram feitas duas associações de culturas em um só terreno, de modo a obter rentabilidade multiplicada.
Em relação à região do Cuima, o foco principal do desenvolvimento da agricultura relaciona-se com milho. “Foi cultivado num corredor em que o cacimbo não chegou, em que as secas cíclicas não haviam afectado tanto’’, ressalta.
E SAsob «benção» presidencial no fomento agrícola
À boleia do denominado «projecto 301», a IESA tem fomentado a criação de animais e conta com mais de 50 cabeças de gado bovino que ajudam na preparação de campos agrícolas nos quais são lançadas sementes que alimentam a vida, sobretudo naqueles afectos ao Instituto Bíblico.
Em 2017, o «projecto 301» recebeu um impulso do Presidente da República, João Lourenço, de quem a Igreja recebeu seis tractores a pensar no fomento à agricultura, tendo esses instrumentos sido distribuídos em todas as estações missionárias.
Em tese, o presidente da IESA tem afirmado que o que se pretende é, de resto, combater focos de pobreza, na perspectiva do lema «todos ao campo».
Aquela entidade religiosa prepara, por ora, mais de mil hectares, na província do CuanzaSul, onde prevê o fomento à produção em grande escala de várias culturas, não fosse o objectivo principal transformar a região no maior campo agrícola da IESA.
A Igreja assegura que os técnicos agrícolas já estiveram na aludida região e, em rigor, está tudo preparado para começar o projecto, para o qual vão ser transferidas dezenas de cabeças de gado.
Nos dias que correm, o referido projecto de fomento agrícola tem vindo a ser implementado e engajado nas regiões de Benguela, Kalukembe, Quilengues Huambo, Matala e Chicomba.
Por: Constantino Eduardo