Os filiados da associação nacional dos avicultores (ANAVI) defendem a isenção dos 5% do imposto sobre Valor acrescentado (IVA) sobre a importação de matérias-primas para a produção do ovo e tornar o frango mais barato
Para os produtores, com o IVA de 5% para soja, óleo de soja 5%, e 5% para o milho, é difícil produzir-se para se chegar a autossuficiência, segundo o secretário-geral da ANAVI, Kinsukulu Landa Kama.
Os produtores entendem que o governo precisa buscar receitas para equilibrar a economia, mas consideram que Angola não é um país normal, porque não produz em quantidades.
Há muitos desafios e constrangimentos, apontados pelos produtores, pois algumas empresas resistem e outras morreram, por falta de dinheiro, aliás, muitos tiveram financiamento, mas não aplicado nesta área.
O secretário-geral entende que os avicultores precisam defender a organização na base na da integração entre pequenos, médios e grandes para beneficiarem de in- centivos do Estado.
Não há, até ao momento, estatís- ticas sobre o número de empresas do sector avícola e a capacidade de produção de cada uma. As grandes empresas distanciam-se das posições das pequenas, daí o início do novo mapeamento para se saber quem e quanto produz. Último censo foi em 2017 Segundo o secretário-geral da ANAVI, Kinsukulu Landa Kama, o último censo do sector foi feito entre 2016 e 2017.
De lá para cá, justificou, devido à crise financeira económica, dos mais de 120 produtores registados, 90% das pequenas e médias empresas faliram, acrescentando que algumas unidades foram convertidas em escolas, estabelecimentos comerciais e até em igrejas.
Portanto, não há dados sobre a produção interna e, por isso, a Associação não se opõe à importação da carne de frango. Dada a realidade, começou-se, este ano, um novo levantamento da situação das pequenas e médias empresas, com início no Huambo, seguido das províncias do Bengo, Luanda e Icolo e Bengo.
“Vamos começar um novo processo, com novas informações em como caminhar e o que fazer, por exemplo, criar mais matadouros, partilhados, produção de milho e soja, partilhada e reduzir as importações, sem depender das políticas públicas do executivo”, disse kinsukulu Landa Kama.
O encontro é destinado às médias e pequenas empresas, sem marginalizar as grandes, que anteriormente, segundo o secretário-geral da Associação dos Avicultores de Angola, não se reviam nas ideias da associação, mas que são membros poderão participar no designado corpo técnico onde estas participam em assuntos de grandes da associação. Elizabete Dias dos Santos, ques- tionada por este jornal sobre a sua ausência no encontro, disse numa única frase: “não fui porque não pago quotas”.
A cadeia produtiva avícola não está regulamentada, mas, de acordo com a Associação, precisa ser feita para obter benefícios fiscais do Estado. Precisa de estar organizada na base e integração entre os produtores, pequenos, médios e grandes. O mapeamento vai continuar e as contribuições dos encontros que passam a ser realizados trimes- tralmente passarão a ser partilhadas com o executivo.
POR: José Zangui