A construção de uma indústria farmacêutica para a auto-suficiência de medicamentos no país foi analisada ontem, em Luanda, numa audiência do Chefe de Estado, João Lourenço, ao presidente e proprietário da empresa brasileira EMS, Carlos Sanchez.
A EMS é uma das maiores fabricantes de medicamentos genéricos do mundo, com presença consolidada no mercado internacional e um histórico de investimentos em inovação e expansão industrial.
A empresa manifestou o interesse em estabelecer uma unidade de produção de medicamentos e produtos farmacêuticos em Angola, como parte de uma iniciativa mais ampla de fortalecimento da indústria farmacêutica no país.
Carlos Sanchez, no final da audiência decorrida no Palácio Presidencial, informou à imprensa que os contactos com as autoridades angolanas para o efeito estão centralizados nos aspectos técnicos, para que em breve se inicie as obras.
Instado sobre o montante a ser financiado pela empresa de origem brasileira, Carlos Sanchez afirmou apenas que vão investir o necessário para que Angola realmente tenha uma produção importante de medicamentos, não só para o país, mas que no futuro próximo também para a região austral de África.
A materialização deste projecto contribuirá para o reforço do sistema nacional de saúde, a redução dos custos de aquisição de medcamentos, a criação de postos de trabalho qualificados e a expansão da capacidade de exportação de Angola no sector farmacêutico.