O responsável, que fez estas declarações à margem da conferência de mercado de capitais sob o tema “o papel do mercado de capitais no processo de privatização”, disse, também, que um mercado de capitais forte e confiável é essencial para o sucesso das alienações de ativos do Estado.
Para Álvaro Fernão, o objectivo do programa de privatizações não é apenas atrair grandes investidores, mas permitir que pequenos subscritores tenham acesso ao capital social das empresas privatizadas.
“A essência do programa passa por termos pequenos subscritores a deterem parte do capital social destas empresas em privatização”, frisou.
Essa estratégia busca democratizar o acesso ao mercado de capitais e fomentar uma cultura de investimento entre os cidadãos.
O PCA do IGAPE ressaltou o sucesso das privatizações anteriores, mencionando os casos do Banco Angolano de Investimentos (BAI), Banco de Comércio e Indústria (BCI), ENSA e BODIVA.
Segundo o dirigente, estes activos apresentaram uma valorização significativa, com incrementos que variam entre 50% e 100% desde a sua colocação no mercado.
Adicionalmente, disse que os dividendos distribuídos por estas empresas têm superado os rendimentos oferecidos pelos títulos do tesouro, tornando-se opções atractivas para os investidores.
O IGAPE prevê para este ano a privatização de mais quatro activos no primeiro semestre.
No final da sua abordagem, Álvaro Fernão disse que as iniciativas reflectem o compromisso do IGAPE em promover uma participação mais ampla e inclusiva no mercado de capitais angolano, visando dinamizar a economia e fortalecer o sector empresarial do país.