No próximo mês de Abril, uma equipa do Grupo Dangote desloca-se a Luanda para consolidar as discussões com os sectores visados e assinar Memorandos de Entendimentos que viabilizem os seus investimentos.
O Grupo Dangote quer posicionar-se no mercado angolano com aquisição directa de petróleo bruto, participações em campos petrolíferos maduros, venda de derivados de petróleo e gestão de refinarias de petróleo.
Estes temas constam das discussões que terminaram, ontem, com a visita da missão multissectorial do Governo de Angola a Lagos, que permitiu explorar oportunidades de negócios e projecção de Parcerias Público-Privadas com o Grupo Dangote da Nigéria.
Outros temas abordados, como a transferência de tecnologias e know-how especializado para projectos da indústria petroquímica e valorização do conteúdo local, estiveram na mesa de discussões entre as partes.
O Grupo quer a concessão de 100 mil hectares de terras aráveis em várias regiões do país para o cultivo intensivo de cana-de-açúcar e arroz, implantação de fábricas de açúcar e de moinhos de processamento de arroz, bem como a certificação dos seus produtos no mercado angolano.
A missão liderada pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, visitou 2.500 hectares do complexo de empreendimentos do Grupo Dangote na Zona Franca do Estado de Lagos, situada em Lekki, 50 km a Sul.
O complexo compreende infra-estruturas como a Refinaria de Petróleo com uma capacidade de processamento de 650 mil barris de petróleo/dia, o Complexo Petroquímico que produz 3 milhões de toneladas/ano de ureia e 250 mil toneladas métricas/ano de polipropileno.
As visitas foram extensivas aos cais de Pipeline para descarga de crude e carga de gás e refinados de petróleo, cais de exportação de fertilizantes para 2 navios simultâneos de alto calado e laboratórios.