BNA considera harmonização entre bancos centrais da SADC meio para travar transacções ilícitas

Para se combater práticas como a corrupção e branqueamento, Domingos Pedro é apologista de acção concertada entre bancos centrais da SAD e que não se haja de forma isolada, daí justificar-se a existência de um mecanismo – no caso o subcomité – para alertar os países de que a concertação é a melhor forma para se combater práticas que propiciem transações ilícitas transfronteiriças.

“O dinheiro hoje não tem pátria, o dinheiro transita de uma região para outra. Podemos ter as nossas geografias, mas os nossos povos têm muitos laços históricos”, observa o governante bancário. Salienta que a corrupção faz parte dos chamados fenómenos económicos e históricos, para os quais há que se encontrar as melhores fórmulas para combatê-la.

“Por exemplo, a questão das transações ilícitas transfronteiriças, não só do ponto de vista do  sistema financeiro, mas também dos órgãos”, ressalta. “Os criminosos branqueiam os valores e, depois, esses valores são destinados a práticas maléficas, como, por exemplo, o financiamento ao terrorismo”, desconfia.

O responsável sinaliza, porém, que cada país tem estrutura para poder enfrentar quer práticas relativas ao branqueamento de capitais, quer ao financiamento ao terrorismo.

Assim sendo, peritos da SADC hão de olhar para a realidade e experiência positiva de cada país e estabelecer troca de informação entre si, ao longo dos dias de reunião.

“E, no fim do dia, digamos assim, encontrarmos aquela prática que seja mais consentânea para nós actuarmos como bloco”. Em rigor, com a reunião de Benguela, a que a Zâmbia preside, o que os governadores de bancos centrais da SADC pretendem é, de resto, fortalecer algumas ferramentas, para evitar que situações como a de branqueamento de capitais possam trazer efeitos nocivos ao sistema financeiro.

Daí que, bianualmente, o subcomité reúne e analisa as questões que o vice-governador considera candentes para o sistema financeiro regional. “Que tem a ver com a supervisão do sistema financeiro e a gestão das crises para garantir que haja estabilidade”, salienta Domingos Pedro.

POR:Constantino Eduardo, em Benguela 

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