De acordo com uma nota de imprensa a que OPAIS teve acesso, constituído por um grupo de médicos especialistas e professores de renome em várias áreas, o programa, com a previsão de capacitar cerca de mil profissionais para actuarem na rede de saúde, é uma iniciativa das Forças Armadas Angolanas (FAA), suportado pelo Estado e está composto por duas modalidades, sendo uma formação no país e outra no exterior.
O programa está a ser coordenado pelo professor Nuno Azevedo, urologista, com vasta experiência internacional em cirurgia minimamente evasiva ( robótica, video-laporoscópica e endoscópica), sendo o chefia do grupo.
Com duração prevista de cinco anos, desde o início dessa formação, na segunda-feira, já foram operados vários doentes, muitos com quadros clínicos complexos que exigiram a competência e a experiência de equipa.
O programa iniciou com a vinda da primeira equipa composta por especialistas de urologia, anestesia e instrumentação e começou por avaliar doentes do foro urológico, discutir casos clínicos e realizar cirurgias diferenciadas.
Nesta semana, destacou-se a realização, sempre com a participação dos médicos do HMP/IS, de duas nefrectomias radicais de elevada complexidade (uma por video-laparoscopia e outra por abordagem anterior num tumor com mais de 20 centímetros e com quase 2 quilogramas), além de cirurgias endoscópicas da próstata (em doentes com cancro e hiperplasia) e cirurgias intra-renais endoscópicas com instrumentos flexíveis e fragmentação de cálculos com laser.
Na próxima semana irá decorrer a formação em Neurocirurgia, mantendo-se a equipa de urologia por mais uma semana. Posteriormente, virão equipas de várias especialidades, nomeadamente no ortopedia (especializadas em patologias do pé, ombro, joelho e anca), cirurgia vascular, cirurgia geral (com foco em técnicas minimamente invasivas), endocrinologia, oftalmologia, entre outras, totalizando 26 especialidades.
Em breve, 13 profissionais (entre médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica) irão estagiar em hospitais portugueses. Esse intercâmbio ocorrerá de forma contínua, com grupos alternando entre Angola e o exterior.