Núcleo Criativo Cultural apresenta espectáculo inédito “Fevereiro: inicio de uma luta”

Núcleo Criativo Cultural vai apresentar o espectáculo teatral “Fevereiro: início de uma luta”, hoje, às 18h15, no Centro Cultural Português, em Luanda O espectáculo inédito narra a inspiradora Jacinta Nvula (1941- 2025), uma mulher cuja vida foi marcada por lutas, conquistas e perdas, que aos 84 anos reflecte sobre as perdas de sua juventude, dedicada à causa da Libertação Nacional.

O responsável da actividade, Emerson Narciso, ao falar ao Jornal OPAÍS, conta que o objectivo do espectáculo que tem como protagonista a actriz Rosa Kanhama é de levar ao palco histórias de resiliência, por formas a servir de inspiração aos cidadãos.

“O espectáculo revive os marcos para a independência e homenageia os homens e mulheres que deram o seu sangue pela pátria, que agora vivem os seus últimos suspiros em tempos de paz, de Cabinda ao Cunene, do mar ao leste”, referiu.

De matriz anual, o núcleo organiza actividades do género desde o ano 2021, através do projecto denominado “Mulheres de Palavra”. Todos os anos têm como missão a escolha de um tema para abordar, dentre eles, “Padrão de beleza”, realizado em 2021, no Instituto Guimarães Rosa, assim como “Loucas na maternidade” em 2022, que aconteceu no Camões-Centro Cultural Português, “Nkembi, mãe de primeira viagem”, em 2023 e, por último, “Chiamaka: a história não pode ser a mesma”, em 2024, ocorridos nos referidos espaços.

Mas foi em 2024 que surgiu o projecto Núcleo Criativo Cultural para responder às necessidades e poder alcançar um público maior com a realização de concertos, recitais, espectáculos de teatro, dança, pintura e encontros criativos.

“As nossas actividades têm sido positivas, pois temos tido um bom feedback do público pela adesão. Para esta actividade, os preparativos correram bem, tivemos ensaios semanais e as pessoas estão expectantes para poder ver o resultado final”, disse Emerson.

Sem avançar muito detalhes daquilo que vai ser a apresentação em palco, o responsável garantiu ao público que podem esperar por uma exibição que vai fazer com que revivam as marcas da independência de forma emotiva e criativa, “num espectáculo de conter as lágrimas e soltar as suas emoções.”

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