O Museu Regional do Dundo, na província da Lunda-Norte, carece de quadros formados em museologia, arqueologia, antropologia e história natural, para corresponder às expectativas dos visitantes, bem como garantir a preservação do acervo
A informação foi prestada esta quarta-feira, no Dundo, pelo director da referida instituição, Samuel Minerva, sublinhando que a situação já foi reportada ao ministério de tutela e aguarda-se a resolução da mesma.
Segundo o responsável, o museu conta actualmente com oito funcionários, número inferior para cobrir as dez salas de exposição existentes e atender à quantidade de visitas, que varia entre 50 a 70 por dia.
Realçou que, por norma, cada sala deveria ter um vigilante para o controlo do acervo, e para o pleno funcionamento do museu, no mínimo, são necessários 40 funcionários, entre administrativos e especialistas.
Por outro lado, disse que continua a ser preocupação da instituição a deterioração do acervo museológico, por falta de produtos específicos como o formol e o álcool para o tratamento e conservação de algumas peças anatómicas.
Fez saber que, até 2018, o museu contava com mais de nove mil peças museológicas, mas actualmente, o número reduziu para sete mil, em função do mau estado de conservação de muitas peças.
Disse ser necessária a conclusão dos depósitos e das salas de exposição, cujas obras estão paralisadas há muitos anos, por questões financeiras, para acomodação dos acervos.
O museu, com mais de 100 anos de existência, ajuda a sociedade a identificar acontecimentos da história que foram decisivos e essenciais para a construção do “Império” Linda.
Para ajudar a preservar as memórias e, ao mesmo tempo, explicá-los aos interessados, a instituição conta com um acervo repleto de artigos e colecções etnográficas, biológicas, arqueológicas, de arte sacra, popular e alguns objectos que se relacionam com a história da Revolução Industrial, como a exploração de diamantes.
As colecções etniográficas do Museu do Dundo constituem a principal componente do objecto social da instituição e resultam da primeira campanha de recolha de peças designadas põe expedição de Camaxilo, feita no longínquo ano de 1937, e do Alto Zambeze, em 1939.