O ministro da Cultura, Filipe de Pina Zau, considerou, numa visita recente à África do Sul, que a inscrição do memorial da batalha do Cuito Cuanavale a património mundial da UNESCO será uma vitória para toda África Austral, ressaltando o seu reconhecimento a nível mundial como um evento que sacrificou a vida de centenas de filhos do continente africano
Numa recente visita à cidade sul-africana de Joanesburgo, Filipe Zau destacou o espírito de união e africanidade que uniu os países na histórica luta de libertação da Namíbia, que culminou com a queda do regime racista do apartheid que dominava a região austral do continente, especialmente na África do Sul e também sentida na Namíbia.
Em seu discurso, Filipe Zau enalteceu a bravura dos guerreiros que deram a vida pela liberdade dos povos, apelando neste sentido para a continuidade dessa união e solidariedade entre os países desta região do continente berço.
“Devemos ter sempre presente que juntos somos mais fortes para enfrentar os desafios do futuro, em prol de uma África de paz e prosperidade”, afirmou Zau, de acordo com uma nota a que este jornal teve acesso.
No último sábado, 23, Filipe Zau e o seu homólogo sul-africano, Gayton McKenzie, reuniramse em Joanesburgo para o reforço da cooperação bilateral entre os dois países nos mais diversos domínios, especialmente nos laços históricos e culturais.
O encontro ocorreu à margem das comemorações do 37.º aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale, um marco histórico que assinala a luta contra a invasão das tropas sul-africanas aos territórios de Angola e da Namíbia, e a consequente abolição do regime do apartheid.
Já no domingo, os dois ministros encontram-se no Parque da Liberdade, um importante sítio de memória localizado em Pretória, que foi palco de uma cerimónia em homenagem aos 37 anos da Batalha do Cuito Cuanavale, um dos conflitos mais significativos da história da África Subsaariana.
A batalha, que ocorreu entre 1987 e 1988, é mundialmente reconhecida como um marco importante na luta contra o apartheid na África do Sul e na conquista da independência da Namíbia. Ela é também assinalada como “O Dia da Libertação da África Austral”.
Além da participação do ministro da Cultura de Angola, Filipe Silvino de Pina Zau, que foi convidado pelo ministro do Desporto, Artes e Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, também estiveram presentes na cerimónia embaixadores de Cuba, Namíbia e Rússia em território sul-africano, em representação dos seus países, que também directamente estiveram envolvidos na batalha histórica.