“Cinquenta notas de Sax” marcam show comemorativo de Nanutu no Palácio de Ferro

O hall do Palácio de Ferro, na baixa de Luanda, voltará a catapultar as atenções do público da cidade capital, ao acolher nesta sexta-feira, 28, às 19h30, o grande show “Nanutu - Sax From Angola - 5 Décadas de Carreira”

O espectáculo, sob direcção de Nino Jazz nos teclados, Mário Gomes nas guitarras, Luís na guitarra baixo, Dalu Roge nas percussões e Omar Gross na bateria, terá a duração de uma hora e 30 minutos, garantindo inúmeras surpresas.

O concerto foi preparado durante algum tempo, e com antecedência, com vários ensaios e alguns eventos já realizados, onde têm sido muito bem recebidos e com grande sucesso.

Dividido em dois momentos, a primeira parte do espectáculo vai apresentar algumas músicas conhecidas e não só, prosseguirá com a subida da rotação com muito ritmo e animação.

Já o segundo momento do show, bastante energético, consistirá na quebragem da louca, conforme se diz na gíria popular, com sucessos para balancear as cabeças.

O músico Nanutu Sax, em conversa com OPAÍS, quanto à disposição do espectáculo, afirmou que o alinhamento do grande show dos seus 50 anos de carreira tem uma estrutura volátil, com várias e grandes surpresas, das quais nunca as gravou, mas tocará para brindar os fãs e não só. “O factor surpresa será uma das novidades, porque ninguém está a contar para o efeito.

O grande show dos 50 anos de carreira foi muito bem preparado durante algum tempo e antecedência, com vários ensaios e alguns eventos já realizados, onde têm sido muito bem recebidos e com grande sucesso”, disse.

Indagado quanto ao cardápio para o referido concerto, Nanutu preferiu não entrar em detalhes, mantendo em segredo tudo o que se tem preparado, de modo a surpreender o público, que há muito esperava por este brinde.

“Não o vou publicar já, porque se assim o fizesse, não teria o factor surpresa. Naturalmente, a representação passa entre músicas que gravei, com dinâmica de palco e outros condimentos que não vou revelar. Bom, será irem ver, e aí terão a panela a ferver com todos os molhos possíveis e seus condimentos”, justificou.

As várias sonoridades

Indagado ainda quanto ao sopro característico nas diferentes obras fonográficas espalhadas pelo país, salientou que Nanutu Sax angolanizou o saxofone na Música Popular Angolana por todo o país, nos sucessos dos CDs gravados, assim como nos espectáculos feitos no espaço nacional, nos estilos Semba, Kilapanga, Tchianda, Kizomba, Rap, entre outros.

Salientou igualmente que, com uma dinâmica diferente, trouxe uma nova linguagem fácil de se perceber, o que, no seu entender, é um dado adquirido num instrumento como o saxofone, que estava ligado ou muito publicado com o estilo jazz.

“Com a devida humildade, mereço um grande reconhecimento em todos os sectores da sociedade, pelos 50 Anos de Carreira e seus feitos, tal como, os 50 Anos da nossa Independência, pelo simples facto de ser actualmente o saxofonista número 1 em África, como angolano, em todo esse trajecto”, realçou.

Recorde-se que, depois de Manu Dibango e Luís Morais, dois grandes saxofonistas terem partido para a outra dimensão, Nanutu tem a ousadia de o ser em África, num feito histórico inegável, trabalhando e gravando com músicos africanos e outros comandados por um empresário nigeriano, levando e elevando a música instrumental angolana a África e ao mundo.

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