Ciclo de cinema “Dipanda 50” exibe trabalhos produzidos em cinco décadas no país

Em comemoração aos 50 anos da Independência Nacional, o projecto Cinéfilos & Literatus e a Associação KinoYetu apresentam o Ciclo de Cinema Dipanda 50, que arranca hoje, às 18h30, no Hotel Globo, em Luanda, com a exibição do documentário ‘‘Para Lá dos Meus Passos’’, da realizadora angolana Kamy Lara

Este ciclo tem como objectivo explorar as nuances do cinema nacional ao longo dos 50 anos, convidando o público a uma reflexão crítica sobre as perspectivas político-culturais, históricas, estético-sociais e filosóficas que moldaram a sétima arte em Angola e em África.

A partir do documentário de Kamy Lara, nesta primeira exibição, vai ser reflectido sobre como o cinema tem servido como ferramenta para documentar manifestações artístico-culturais e contribuir para a construção da identidade nacional nos últimos 50 anos.

O ciclo, de acordo com o responsável do projecto, André Gomes, seguirá até o terceiro trimestre do ano, exibindo filmes que marcaram a história do cinema angolano.

Além das exibições, serão prestadas homenagens a grandes figuras — cineastas, autores, intelectuais e escritores — que contribuíram para a construção do cinema nacional.

“O ciclo trará uma filmografia ampla, incluindo produções angolanas, obras de cineastas africanos e da diáspora, além de filmes que abordam o trabalho de artistas africanos.

Pretendemos exibir também obras que dialogam com o afro-futurismo, um pensamento que propõe repensar África a partir da perspectiva dos próprios africanos”, descreveu.

O projecto visa ainda promover debates e reflexões que não vão se limitar ao contexto político-cultural, mas também abordar aspectos artísticos e literários da história angolana e africana que serão abrangentes em espaços culturais tradicionais tanto em Luanda quanto noutras províncias do país.

“Vamos exibir uma filmografia vasta desde as angolanas, de cineastas africanos, da diáspora africana. E pretendemos exibir também obras sobre o trabalho de artistas africanos que contribuem no desenvolvimento de um pensamento afro-futurista, ou seja, que pretende repensar uma África na perspectiva dos africanos”, apontou.

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