Benguela tem sete milhões kwanzas para o carnaval da “Dipanda”

A maiormanifestação cultural de Angola, em Benguela, conta com um valor orçamental global não inferior a 7 milhões de kwanzas, embora o director do Gabinete Provincial da Cultura, Pascoal Luís, manifeste optimismo em relação a um possível aumento, em virtude de uma série de diligências ainda em curso junto de alguns parceiros/patrocinadores. Para o entrudo deste ano, que tem como mote as comemorações dos 50 anos da “Dipanda”, vão perfilar 22 grupos carnavalescos, sendo que o vencedor vai representar a província no desfile central, que vai ter como palco a província de Luanda, capital do país

Diferente de edições passadas, neste ano, o palco do entrudo vai ser na marginal de Benguela, à boleia daquilo que tem sido o carnaval da capital.

Vinte e dois grupos carnavalescos vão exibir as suas capacidades alegóricas e não só, ao mesmo tempo que vão acenar para os 7 milhões de kwanzas, o valor global destinado pelo Governo para a edição do carnaval, numa altura em que a falta de condições deixa de fora da festa três grupos. Alguns alegam que os valores dos prémios têm ficado muito aquém dos investimentos feitos para participar em cada edição.

A Comissão Provincial do Carnaval aprimora, por essa altura, as condições tendentes à garantia de um carnaval à medida de quem se ier a fazer à marginal da PraiaMorena, palco da edição dos 50 anos de independência, cujo lema é a preservação das conquistas até aqui alcançadas, sendo certo que, para a presente edição, o entrudo subscreve as raízes do povo e a sua base cultural.

O director do Gabinete Provincial da Cultura, Pascoal Luís, salienta que o mote desta edição espreita, igualmente, para a necessidade de se explorar as potencialidades turísticas de Benguela.

Vinte e dois grupos perfilam para a maior manifestação cultural de Angola a nível de Benguela, distribuídos na classe adulta, 11 inscritos, e na infantil 8, para além de três grupos que se vão ocupar da animação. “Os competitivos deverão ser os grupos que vão concorrer para as classificações cimeiras.

Neste ano, nós vamos continuar com as classificações do primeiro ao terceiro lugar para cada classe”, admite o responsável, que prevê, como é habitual, os prémios individuais, destacando-se, de resto, o de melhor comandante, canção, alegoria, dança, para se referir apenas a estes, variando de 100 mil a 200 mil kwanzas.

No que se refere a figurantes, Luís nota que, para essa edição da dipanda, se vai contar com um número superior a 5 mil pessoas de vários grupos e classes que dançam a fase provincial do carnaval.

“E, para esta edição, nós vamos dançar o carnaval marginal da praia Morena. Dançaremos o carnaval no dia 4 de Março”, revela. Entretanto, relativamente ao prémio total, Pascoal Luís diz que tal não vai ser inferior a 7 milhões de kwanzas. “É subdividido nas duas classes. Estamos a falar, essencialmente, da classe competitiva.

O bruto deste prémio é que não será inferior, portanto, a 7 milhões de kwanzas”, resume o responsável, que não estimou o prémio financeiro para cada vendedor, limitando-se apenas a dizer o óbvio: “O vencedor irá levar uma fatia maior”.

Pascoal Luís destaca a existência de municípios onde não se realizaram os desfiles locais, logo muitos grupos não vão participar na fase provincial. “Uma nota que podemos dizer é que o vencedor da fase provincial será o representante da nacional.

Ou seja, neste ano, haverá um carnaval central, em comemoração aos 50 anos de independência de Angola, em Luanda”, frisou, ao assegurar transportação dos grupos, facto que tem sido uma espécie de dor de cabeça para a maior parte dos grupos participantes.

 

Por: Alberto Coelho, em Cabinda

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