O Ministério da Saúde (MINSA), representantes do Brasil e do Banco Mundial avaliaram, nesta Quarta-feira, 4, os procedimentos para o preenchimento das 735 vagas de formação inicialmente disponibilizadas para profissionais angolanos no ano lectivo de 2027, no âmbito da cooperação bilateral entre os dois países.
A reunião, realizada por videoconferência, enquadrou-se na missão de acompanhamento da implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), liderada pelo responsável pelo acompanhamento do projecto no Banco Mundial, Humberto Cossa.
Durante o encontro, as delegações analisaram o processo de identificação, indicação e validação dos candidatos, assim como os procedimentos administrativos necessários para garantir o aproveitamento das oportunidades de formação em instituições de ensino e unidades hospitalares brasileiras.
Na ocasião, a representação brasileira informou que a oferta inicial de cerca de 735 vagas será reforçada com a integração de novas instituições no programa. Foi igualmente confirmado que as vagas adicionais solicitadas por Angola já foram incluídas na programação do próximo ciclo, não estando prevista, nesta fase, a necessidade de prorrogar o calendário estabelecido.
Um dos pontos que mereceu atenção foi a necessidade de acelerar a indicação dos profissionais, tendo em conta as etapas seguintes, nomeadamente a emissão das cartas de aceitação, a organização da documentação e a tramitação dos vistos.
De acordo com o calendário apresentado, o lançamento da oferta está previsto para 9 de Novembro, com encerramento a 3 de Dezembro de 2026. As partes consideraram importante antecipar a identificação dos candidatos, de modo a acautelar os procedimentos administrativos e consulares associados ao período de Dezembro.
A delegação angolana informou, por sua vez, que os processos de preparação documental e de agendamento consular já estão em curso, sem que tenham sido identificados, até ao momento, constrangimentos na submissão dos pedidos de visto.
Na sua intervenção, o representante da coordenação brasileira, Luciano Ávila, destacou a evolução da parceria entre Angola e Brasil, que entra no terceiro ciclo de implementação, salientando o alargamento das oportunidades de formação e o interesse manifestado por outros países de língua portuguesa.
Segundo referiu, Moçambique e Cabo Verde manifestaram interesse em conhecer o modelo de cooperação desenvolvido entre os dois países, numa perspectiva de partilha de experiências e boas práticas na qualificação dos recursos humanos do sector da saúde no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Com a meta de formar 38 mil profissionais até 2028, o PFRHS é um dos investimentos do Executivo angolano destinados ao desenvolvimento do capital humano do sector da saúde. Financiado pelo Banco Mundial, através do financiamento P180631, no valor de 200 milhões de dólares, o projecto visa aumentar a disponibilidade de profissionais qualificados e reforçar a capacidade de resposta das instituições sanitárias em todo o território nacional.
A reunião integra a missão de apoio à implementação do PFRHS, que decorre de 4 a 10 de Novembro, com o objectivo de avaliar os resultados alcançados, os indicadores de execução, os desafios operacionais e as prioridades para a continuidade das acções de formação em Angola e no exterior.
A delegação do Banco Mundial é liderada por Humberto Cossa e integra o consultor Álvaro André e a especialista para a área social, Suzana Peres. Os trabalhos tiveram início nas instalações do Ministério do Planeamento e prosseguiram na sede do MINSA, onde a equipa foi recebida pelo coordenador e gestor técnico da Unidade de Implementação do Projecto, Job Monteiro, acompanhado pelo director-geral do Instituto de Especialização em Saúde (IES), Djamel Kitumba, e especialistas das diferentes áreas técnicas e operacionais.
Durante os encontros, foram apresentados os indicadores actualizados de execução do projecto, com destaque para os resultados da formação realizada no País e no exterior, bem como os dados relativos à gestão financeira, aquisições, formação, salvaguardas sociais, monitoria e avaliação, comunicação, gestão do conhecimento e bases de dados e informática.








