O Ministério da Saúde (MINSA) e o Banco Mundial iniciaram, nesta Quarta-feira, 4, uma missão de acompanhamento da implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde em Angola (PFRHS), com o objectivo de avaliar os resultados alcançados, os desafios operacionais e as prioridades para a continuidade do programa.
Até ao momento, o projecto já abrangeu 23.386 profissionais de saúde em acções de formação, o equivalente a 61,5% da meta de 38 mil profissionais estabelecida para 2028. Do total de beneficiários, 14.082 são mulheres, representando 60,2%.
Os dados foram apresentados durante os trabalhos da missão, que tiveram início nas instalações do Ministério do Planeamento e prosseguiram na sede do MINSA, onde a delegação do Banco Mundial foi recebida pelo coordenador e gestor técnico da Unidade de Implementação do Projecto (UIP-PFRHS), Job Monteiro, acompanhado pelo director-geral do Instituto de Especialização em Saúde (IES), Djamel Kitumba, e especialistas das diferentes áreas técnicas e operacionais.
A delegação do Banco Mundial é liderada por Humberto Cossa e integra ainda Álvaro André e Suzana Peres, especialista da instituição para a área social.
Do universo de profissionais abrangidos, 21.410 recebem formação em Angola, enquanto 1.976 estão associados a programas de formação no exterior do país.
No âmbito da formação internacional, 1.040 bolseiros encontram-se actualmente em formação, com apoio financeiro do projecto. Deste grupo, 902 frequentam instituições no Brasil, 114 em Portugal e 19 na África do Sul, havendo também beneficiários em Espanha, Chile, Itália e Suíça.
Os dados apresentados indicam igualmente que 929 profissionais já concluíram os respectivos cursos no exterior, dos quais 514 no Brasil, 246 em Portugal e 136 em Cuba. Os restantes frequentaram instituições da China, Cabo Verde, Índia, Alemanha, Japão, Itália, Espanha e México. Foram ainda registados cinco casos de exclusão e dois óbitos.
Durante a missão, estão a ser analisados os indicadores de execução, os programas de formação e o cumprimento das recomendações da Avaliação de Meio-Termo, bem como questões relacionadas com a gestão financeira, aquisições, salvaguardas ambientais e sociais, monitoria e avaliação e gestão de bases de dados.







