Em entrevista ao jornal OPAÍS, a professora doutora de Matemática, Maria de Natividade, falou da forma como esta disciplina deve ser ensinada e aplicada no dia-a-dia. A chefe do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (UAN) falou da formação de quadros e das dificuldades por que esta área passa. Por conta do seu percurso nesta ciência, é coordenadora do Mestrado em Matemática e Aplicações e é também secretária-geral da União Africana de Matemática, integrando igualmente o Programa Regional de Doutoramento em Matemática dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)
A Matemática é uma ciência milenar. Em termos numéricos, pode ser considerada a extensão da Filosofia?
Muito obrigado pela oportunidade. É sempre bom falar de Matemática no nosso país. Em termos comparativos com os países vizinhos da África Austral e com África no geral, estamos atrasados quanto à qualidade, à formação de professores, à formação de doutores e à investigação da Matemática como ciência. Este tipo de entrevista ou de abordagem é importante, pois desperta a atenção de quem toma decisões para que olhemos para a Matemática no nosso contexto. Em relação à pergunta, importa realçar que os grandes filósofos também eram matemáticos. O pensamento lógico-matemático é, de certa forma, semelhante ao pensamento filosófico. Existe esta interligação com a própria lógica e a linguagem.








