Namibe é a terceira província do país com maior potencial em rochas ornamentais e atrai a atenção do Governo, que projecta novos investimentos para dinamizar a indústria extractiva.
A província do Namibe, localizada na costa sul de Angola, é a terceira do país com maior potencial em rochas ornamentais, um sector que tem despertado a atenção do Governo Central, que projecta a construção de infra-estruturas para dinamizar a indústria extractiva, com destaque para o Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais.
Entre os recursos minerais que se destacam na província estão o mármore e outras rochas ornamentais, nas variedades Moca Creme, Rosa e Negro.
O município do Camucuio poderá ganhar maior protagonismo no mapa mineiro de Angola, com o avanço dos trabalhos de prospecção de fluorita, também conhecida localmente como florite. O mineral é utilizado em diferentes sectores industriais, nomeadamente na produção de aço e vidro, bem como em processos associados ao fabrico de baterias para veículos eléctricos.
A informação foi avançada recentemente, em exclusivo a este jornal, pelo administrador municipal do Camucuio, Manuel Canivete, que assegurou que os trabalhos de prospecção, conduzidos por uma empresa privada, decorrem a bom ritmo, com resultados considerados animadores.
Segundo o responsável, a eventual exploração da fluorita poderá impulsionar o desenvolvimento económico e social do município, que continua a enfrentar dificuldades significativas, sobretudo no domínio das vias de acesso às comunidades do interior.
«Os resultados da prospecção são animadores e decorrem conversações avançadas para que a empresa responsável pelo projecto construa, no âmbito da sua responsabilidade social, uma estrada que ligue a sede municipal à comuna do Mamwe, facilitando o acesso a serviços essenciais, como escolas e hospitais», afirmou Manuel Canivete.
A concretização do projecto poderá, assim, reforçar a actividade mineira no Camucuio e criar condições para melhorar o acesso das comunidades aos serviços essenciais, caso os investimentos previstos avancem.
Por: João Katombela, na Huíla








