Os impactos da exploração dos recursos naturais no sul de Angola, a gestão transparente e sustentável e os desafios da governação no sector extractivo estarão em debate, a partir de amanhã, 21 de Outubro, na cidade do Lubango, província da Huíla, durante a Conferência Regional Sul, promovida pela plataforma da sociedade civil TCHOTA-ANGOLA, em parceria com a Organização Não Governamental Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA).
De acordo com uma nota de imprensa chegada à redacção do OPAÍS, o encontro visa promover o diálogo entre organizações da sociedade civil, comunidades, autoridades públicas e privadas, académicos e organizações religiosas sobre os impactos da exploração dos recursos naturais e os mecanismos necessários para assegurar uma gestão transparente e sustentável.
A conferência prevê igualmente a apresentação e discussão dos resultados preliminares de um estudo sobre a percepção dos cidadãos em relação aos impactos das indústrias extractivas em Angola, bem como a identificação dos principais desafios e oportunidades ligados à governação dos recursos naturais.
Sob o lema “Recursos Naturais: Uma Bênção para Todos”, o evento deverá reunir cerca de 100 participantes, entre representantes da sociedade civil, comunidades afectadas pela exploração de recursos naturais, partidos políticos, instituições académicas e autoridades tradicionais.
Na nota, as organizações promotoras reconhecem que Angola dispõe de um vasto potencial em recursos minerais e naturais, cuja exploração pode contribuir para o desenvolvimento económico e social do país. No entanto, alertam que as comunidades situadas nas zonas de exploração continuam a enfrentar desafios relacionados com a degradação ambiental, a pressão sobre os meios de subsistência, as desigualdades socioeconómicas e as dificuldades de acesso aos serviços básicos.
“A conferência surge como espaço plural e participativo para debater os impactos da exploração, os direitos das comunidades e os mecanismos de governação justa, transparente e sustentável”, refere o documento.
Entre os resultados esperados estão o aprofundamento do conhecimento sobre os impactos da exploração dos recursos naturais, a recolha de contribuições das comunidades directamente envolvidas e a formulação de recomendações concretas para a elaboração de políticas públicas e o reforço das acções de advocacia.
POR: João Katombela, na Huíla








