A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, de fendeu a importância de uma comunicação clara, atempa da e credível para a protecção da saúde pública, durante o primeiro Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, realizado nos dias 5 e 6 de Julho de 2026, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, sob o lema Comunicação Estratégica, Humanização dos Serviços e Confiança Pública: Construindo o Novo Paradigma do Sistema Nacional de Saúde em Angola.
Na ocasião, destacou que a qualidade dos cuidados depende da capacidade de comunicar melhor, escutar com atenção, informar com transparência e envolver os cidadãos nas decisões relativas à sua saúde. Esta perspectiva evidencia a comunicação como instrumento estratégico para aproximar as instituições das comunidades, orientar comportamentos e reforçar a confiança no Sistema Nacional de Saúde.
O seu enquadramento pode ser analisado à luz dos contributos teóricos de Max Weber, sobre a acção social e a organização institucional, e de Manuel Castells, sobre a relação entre comunicação e poder.
Max Weber: a comunicação como orientação da acção social
Na obra Economia e Sociedade: Fundamentos da Sociologia Compreensiva, Max Weber (1922) apresenta conceitos como acção social, dominação legítima e burocracia, que permitem compreender a relação entre as instituições e a sociedade. Aplicada à saúde pública, esta perspectiva demonstra que a informação sanitária não deve limitar-se à transmissão de mensagens, mas garantir que os cidadãos compreendam o seu conteúdo e orientem as suas decisões e comportamentos em função dele.
Campanhas de vacinação e orientações sobre prevenção de doenças, higiene e saneamento devem, por isso, utilizar uma linguagem clara e ade quada ao contexto sociocultural das comunidades. A análise weberiana da burocracia destaca igualmente a importância da organização, da especialização e da coordenação institucional.
Contudo, a existência de infra-estruturas e profissionais qualificados não garante, por si só, uma resposta eficaz às necessidades da população. É necessário comunicar as orientações de forma coerente e atempada, articulando autoridades sanitárias, profissionais e cidadãos. A transparência e a fundamentação técnica das mensagens podem contribuir para a credibilidade institucional e a confiança pública.
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Por: NAMBY WANDERLEY






