Durante o período colonial, o Cine Ngola consolidou-se como um dos cinemas de bairro mais populares, tendo sido um ponto de encontro para a juventude da Terra Nova, do Caputo e do Rangel
Reinaugurada na noite de Segunda-feira, 12, o Cine Ngola carrega um simbolismo especial liga do à cultura angolana e ao poema “Havemos de Voltar”, de Agostinho Neto. Satisfeito com os resultados, Filipe Zau considerou a reabertura do Cine Ngola um passo estratégico para a descentralização cultural e o apoio aos artistas locais.
Através de parcerias público-privadas, segundo o governante, o espaço deixará de ser um armazém e retoma a sua função histórica de centro de artes e convívio no bairro.
Filipe Zau sublinhou que a acção integra num compromisso mais amplo do Executivo angolano, para reabilitar salas de cinema emblemáticas que sofreram com o abandono, por exemplo, os cines Mira mar e São Paulo.
A recuperação destes espaços, referenciou, visa não apenas à preservação do património, mas à criação de uma base sólida para a indústria cultural capaz de gerar receitas e dignificar os criadores nacionais.
“A reabertura do Cine Ngola visa levar a cultura onde o povo está, evitando que os residentes das periferias tenham de se deslocar ao centro da cidade para aceder a eventos de qualidade”, sublinhou.
O titular da pasta da Cultura garantiu que o Governo pretende tornar o Cine Ngola num local de ani mação contínua, permitindo que os criadores libertem o seu espírito e contribuam para o bem-estar social da comunidade.
Ao devolver este palco à comunidade dos Congoleses, o Ministério da Cultura reafirma o cinema como uma ferramenta vital para a afirmação da cidadania e o fortalecimento da identidade nacional. Cine Ngola será um espaço multifuncional para diversas expressões artísticas.
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