Moradores da Zona II do bairro da Mitcha, no Lubango, Huíla, denunciam dificuldades no acesso à água tratada e relatam casos de problemas de pele e doenças diarreicas. A EPAS admite dificuldades na expansão da rede domiciliária e proíbe a revenda de água pelos clientes
A falta de água potável na Zona II do bairro da Mitcha, nos arredores da cidade do Lubango, está a obrigar vários moradores a recorrer ao rio Caculuvar para satisfazer as necessidades diárias. A situação preocupa as famílias, que relatam casos de doenças diarreicas agudas e problemas de pele, incluindo alergias, entre crianças e outros membros da comunidade.
Segundo os moradores ouvidos pela reportagem de OPAÍS, o abastecimento através de ligações domiciliárias abrange menos de duas dezenas de residências na zona, deixando a maioria das famílias dependente da água do rio ou da compra do produto a vizinhos que dispõem de ligação à rede pública. Eugénia Lussati, residente no bairro há 14 anos, contou que a aquisição de água junto dos vizinhos constituía uma das poucas alternativas para as famílias com alguma capacidade financeira, mas que essa possibilidade terá sido interrompida na sequência de uma proibição atribuída à Empresa Provincial de Águas e Saneamento (EPAS).
POR: João Katombela, na Huíla







