O Complexo Hospitalar General do Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé” atendeu 10.922 doentes no primeiro ano de actividade, período em que realizou 11.879 consultas, 1.002 cirurgias, 1.471 internamentos e 58.256 exames laboratoriais.
Ao assinalar o primeiro aniversário, a instituição destaca a expansão da capacidade de diagnóstico, tratamento e formação de profissionais de saúde, com a Neurorradiologia de Intervenção entre os principais projectos em desenvolvimento.
A nova área pretende criar progressivamente capacidade nacional para o tratamento de determinadas patologias neurovasculares complexas, incluindo aneurismas cerebrais, malformações arteriovenosas, fístulas arteriovenosas e determinados casos de AVC agudo isquémico.
“Estamos a criar capacidade nacional. O nosso objectivo é que o conhecimento venha para Angola, seja absorvido pelas nossas equipas e permaneça em Angola”, afirmou o director-geral do Complexo Hospitalar Pedalé, Albano Eugênio.
Segundo a instituição, a implementação da Neurorradiologia de Intervenção poderá também contribuir para reduzir a necessidade de determinadas evacuações médicas e os encargos associados ao transporte, internamento e tratamento no exterior.
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde num encontro de Neurorradiologia de Intervenção, realizado em Maio deste ano, indicavam que as evacuações para determinados tratamentos neurovasculares complexos podiam representar um custo médio estimado de cerca de 300 mil dólares por paciente, tendo sido apresentados custos acumulados de aproximadamente 3,4 milhões de dólares num conjunto de casos.
Para o director-geral do Pedalé, o desenvolvimento desta capacidade representa igualmente uma oportunidade para reforçar a utilização dos recursos nacionais.
“Investir na capacidade nacional é também criar condições para uma utilização mais eficiente dos recursos do Estado. Mas o valor desta capacidade não se mede apenas em dólares. Mede-se também no tempo, na proximidade das famílias e na possibilidade de tratar o paciente no seu próprio país”, afirmou.
A instituição aponta ainda a formação como uma das principais apostas. Actualmente, 157 internos de especialidade encontram-se em formação no Pedalé, no âmbito de uma estratégia que inclui programas pré e pós-graduados, Centro de Simulação e formação especializada em áreas de elevada complexidade.
“A tecnologia, por si só, não cria autonomia. A autonomia nasce quando um país dispõe de profissionais capazes de utilizar, desenvolver e transmitir o conhecimento associado a essa tecnologia”, defendeu Albano Eugênio.
Entre os recursos tecnológicos disponíveis no hospital estão a ressonância magnética de 3 Tesla, a tomografia computorizada dual-source de 128 cortes e uma sala híbrida.
Na área do AVC, o Pedalé está igualmente a desenvolver respostas através da Via Verde do AVC e da progressiva implementação da Neurorradiologia de Intervenção.
Já na cirurgia do pé e tornozelo, foram realizadas 20 cirurgias no âmbito do processo de formação especializada, envolvendo crianças e adultos.
Para o segundo ano de actividade, o hospital pretende continuar a reforçar áreas como a oncologia, a cirurgia especializada e a formação, além de avançar no desenvolvimento da Medicina Nuclear.
“Não queremos ser apenas um hospital grande. Queremos ser um hospital que faz a diferença. Não queremos apenas ter tecnologia. Queremos produzir resultados. Não queremos apenas formar profissionais. Queremos formar excelência”, afirmou o director-geral.
Ao completar o primeiro ano, o Complexo Hospitalar Pedalé entra no segundo ano de actividade com o compromisso de continuar a ampliar a capacidade de resposta às doenças complexas e contribuir para que mais cuidados diferenciados possam ser realizados em Angola.











