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É de hoje… Verdades que o tempo não trava

Dani Costapor Dani Costa
14 de Julho, 2026
Em Opinião

Ainda me recordo dos primeiros momentos em que se decidiu pela reabilitação do antigo Hospital Sanatório, hoje transformado em Complexo de Doenças Cardiopulmonares Alexandre Cardeal do Nascimento. Foi uma das primeiras intervenções no sector efectuada no primeiro mandato do Presidente João Lourenço, que não deixou de merecer a atenção dos angolanos.

Quem conhecia o interior da unidade no passado ou qualquer um que o tivesse visto antes da sua reabilitação ainda deve guardar consigo as imagens de uma instituição onde só o aspecto físico já era sinal de que dificilmente um paciente se sentiria confortável e o processo de melhora poderia, igualmente, estar comprometido. Desde o primeiro passo no então Hospital Sanatório ao surgimento de outras unidades de referência um pouco por todo o país, é inegável o esforço feito e os benefícios que hoje vão ficando cada vez mais visíveis.

Neste processo, como não poderia deixar de ser, houve igualmente vozes contrárias, muitas das quais juravam de pés juntos que a aposta nestas unidades de referência poderia não surtir efeitos. A primazia, para estes, tinha de ser na melhoria e expansão dos hospitais primários, cujos efeitos fariam com que os maiores não tivessem grandes pressões.

Sem entrar no mérito daqueles que assim pensavam, é indiscutível que, devido ao crescimento de determinadas patologias no país, algumas das quais crónicas não transmissíveis, exigia-se que se desse uma maior atenção às infra-estruturas já existentes, assim como ao surgimento de unidades de referência que pudessem atender a estes angolanos e não só. Por exemplo, os custos com certos tratamentos no exterior eram quase proibitivos, o que só se podia ultrapassar erguendo ‘intramuros’ hospitais e instalando serviços que hoje descontinuaram idas e vindas de muitos cidadãos ao exterior.

Quando leio, como ontem, informações de cidadãos a elogiarem os serviços que vão sendo prestados hoje em determinadas unidades, como o Azancot de Menezes e outros, à semelhança do que teriam na Europa, América, Ásia ou até mesmo nas principais referências do continente africano, concluo que muitas das opções tomadas no sector da saúde no país tiveram razão de ser.

Nas últimas horas, foi posta a circular uma carta em que o empresário Fernando Ferreira, por sinal esposo da deputada e segunda secretária provincial da UNITA em Luanda, Irina Ferreira, agradece o tratamento que a sua mãe teve no Hospital Azancot de Menezes, onde terá entrado em estado grave.

Graças ao engajamento e às condições existentes na unidade, que o próprio diz não diferir dos que se podem encontrar no exterior, a sua progenitora encontra-se em boa recuperação. As melhorias no sector da saúde integram parte do legado que se terá, certamente, do Presidente João Lourenço.

Há um antes e um depois efectuados pelo actual Presidente, que aos poucos vai merecendo o reconhecimento de todos, embora se saiba que muito ainda há por se fazer, devido aos enormes desafios que possui um país como Angola, com uma vasta extensão territorial e aglomerados populacionais com inúmeros problemas, incluindo básicos.

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