Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Sáb, 3 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Por que razão admirar a China? A minha experiência

Jorge Fernandespor Jorge Fernandes
19 de Setembro, 2025
Em Opinião

Desde o início do mês de Setembro, tenho estado a viver entre as cidades de Beijing, Liaoning e Panjin, na República Popular da China, juntamente com um grupo de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social e de quadros afectos aos ministérios das Relações Exteriores e das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social. Tem sido uma experiência enriquecedora, certamente inesquecível para todos nós.

A jornada divide-se entre seminários de intercâmbio e visitas a sítios de interesse político, histórico, económico, turístico e de lazer, permitindo perceber por dentro o que representa a China de hoje no panorama mundial.

Mas, então, por que razão ficamos a admirar este país do Oriente asiático, se à partida, pelo comportamento de alguns cidadãos chineses em Angola, somos levados a criar “anticorpos” contra eles? A verdade é que cada caso é um caso, e não podemos transformar uma situação particular em regra geral.

Antes de conhecer este gigante da economia mundial, confesso que tinha muitas dúvidas. As informações desencontradas e os estereótipos disseminados criavam suspeição. Hoje, depois da experiência, compreendo melhor a dimensão da China.

O que realmente impressiona

Não foram apenas as estradas modernas, os arranha-céus luxuosos, os sítios históricos e de lazer, os carros de última geração, nem as telecomunicações e tecnologias avançadas que me causaram admiração. Esses são sinais visíveis de progresso, mas não contam toda a história.

A China, com o seu sistema político que designa de “socialismo com características chinesas”, enfrenta igualmente problemas internos, como qualquer outra nação. Entre eles, destaco o fraco poder de compra de muitas famílias, as rendas de casas elevadas e a necessidade de mais empregos de qualidade, reflexo de um momento difícil da sua economia.

Não significa que esses serviços não existam, mas sim que o nível de exigência da população aumentou — e, importante sublinhar, os cidadãos têm canais próprios e eficazes para apresentar reivindicações, que começam desde as estruturas políticas de base.

Problemas como pequenas corrupções e questões ambientais também existem. Porém, o que impressiona é que não geram revolta descontrolada, porque existem mecanismos de participação e de resposta que dão ao cidadão a sensação de não estar desprotegido.

O maior desafio: unidade e educação

O maior desafio da China continua a ser a unidade nacional. E aqui reside um ponto essencial: um país só se desenvolve com educação de qualidade. A escolarização massiva e a disciplina colectiva incutem nos cidadãos a consciência de que todos são importantes para a construção da nação. Existe uma agenda nacional de continuidade — não se apaga o projecto da liderança cessante, dá-se sequência.

A história da China, ainda que mais antiga, encontra paralelismos com a de Angola: ambas passaram por colonização, guerra interna e procuram reerguerse sob o lema de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal. O objectivo é comum — resolver os problemas do povo, como ensinou Agostinho Neto, o fundador da nossa nação.

Lições de governação

No quarto volume da obra A Governação da China, Xi Jinping escreve: “a luta centenária ensinanos que a união faz a força e o trabalho árduo conduz a um futuro brilhante”. Esse ensinamento ecoa num provérbio africano: “Se quer ir rápido, vá sozinho; se quer ir longe, vá acompanhado”. Nenhum país se desenvolve isolado. Valores como paz, desenvolvimento, equidade, justiça, democracia e liberdade são ingredientes indispensáveis para uma sociedade próspera.

O que me leva a admirar a China

Portanto, o que realmente me leva a admirar a China não é apenas o seu aparato material, mas a sua resiliência. A vontade de prosperar e de vencer as adversidades, mesmo com percalços, combinada com uma agenda nacional clara e fiscalizada por outros actores — como os oito partidos democráticos existentes — faz diferença.

O sistema político chinês tem características próprias. Mas uma delas merece atenção: a prioridade é, de facto, o povo. Não apenas em teoria, mas com impactos concretos na vida quotidiana. E é isso, mais do que arranha-céus ou tecnologias, que me faz admirar a China.

Recomendado Para Si

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

    Siga OPAÍS no WhatsApp

    Recomendado Para Si

    Opinião

    É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

    por Dani Costa
    29 de Setembro, 2026

    Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

    Ler maisDetails
    Opinião

    Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

    por Jorge Fernandes
    28 de Setembro, 2026

    Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

    Ler maisDetails
    Editorial

    Editorial: Momento de afirmação

    por Jornal OPaís
    28 de Setembro, 2026

    Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

    Ler maisDetails
    Opinião

    É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

    por Dani Costa
    25 de Setembro, 2026

    Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

    Ler maisDetails
    Opinião

    O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

    por Jornal OPaís
    24 de Setembro, 2026

    O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

    Ler maisDetails
    Opinião

    Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

    por Jornal OPaís
    24 de Setembro, 2026

    No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

    Ler maisDetails
    Carregar Mais
    Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

    Para Sí

    • Radio Maís
    • Media Nova
    • Negócios Em Exame
    • Chiola
    • Agência Media Nova
    • Contacto

    Categorias

    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Desporto
    • Mundo
    • Publicações
    • Vídeos

    Condições

    • Política de Privacidade
    • Política de Cookies
    • Termos & Condições

    @ Grupo Media Nova | Socijornal

    Sem Resultados
    Ver Todos Resultados
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Mundo
    • Desporto
    • Mais
      • Publicações
      • Opinião
      • Entrevista
      • Editorial
      • Vídeos
      • Saúde
      • África
      • Ciência e Tecnologia
      • Cronica de Dani Costa
      • Justiça
      • Reportagem

    © 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

    Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.