A Direcção Municipal da Acção Social no município da Marimba, província de Malange, mostra-se preocupada com o aumento de casos de meninas grávidas, muitas sob a alegação de ser cultural, bem como o índice de fuga à paternidade. Esta direcção, muitas vezes, tem se juntado com o único médico da localidade para ministrar palestras sobre planeamento familiar, mas as mães vêem nisso uma “ameaça” à continuidade das famílias
No município de Marimba, na província de Malanje, muitas são as meninas que começam a fazer filhos até mesmo antes de completarem os 18 anos, sob a alegação de terem herdado essa cultura das suas mães, facto que aumenta o trabalho para a direcção da acção social, que tenta inverter o quadro de um total de 700 famílias vulneráveis.
De acordo com a directora municipal da acção social, turismo, juventude e desporto, Graciana Canjungo, o município de Marimba não tem registado núme- ros preocupantes de violência doméstica, tendo em conta que anualmente registam menos de cinco casos, porém a fuga à paternidade tem aumentado.
“A fuga à paternidade tem aumentado, porque as crianças começam a namorar muito cedo, com 12 e 13 anos de idade, na sua maioria com jovens que vêm no município para trabalhar temporariamente. Em 2024, foram registados 70 casos de fuga à paternidade”, lamentou.
Para inverter o quadro, a direcção da acção social da Marimba tem dado palestras de sensibilização para as adolescentes, mas com muito pouco sucesso, porque muitas defendem que as suas respectivas mães constituíram famílias com estas idades. Outro impas- se é que as mães das meninas escolhem, para as filhas, os seus esposos mesmo quando estas apenas têm oito anos, por exemplo.