Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Dom, 11 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

O português angolano existe – falta-lhe

Jornal Opaispor Jornal Opais
25 de Fevereiro, 2025
Em Opinião
O português angolano existe – falta-lhe

A língua é mais do que um meio de comunicação; é um símbolo de identidade, um reflexo da cultura e da história de um povo. Em Angola, o português, embora herdado do período colonial, já não é o mesmo que se fala em Lisboa ou no Porto.

Foi moldado pelo génio linguístico do povo angolano, pelas influências das línguas nacionais e pelo contexto sociocultural único do país. O português angolano existe, está vivo nas ruas, nos mercados, nos tribunais, nas escolas, mas carece de reconhecimento oficial. Não se trata de uma simples variação informal ou de um “erro” a ser corrigido pelas gramáticas lusitanas.

O português angolano já apresenta traços próprios que o distinguem do português europeu e do brasileiro, tanto no plano fonético, como no léxico e na sintaxe. São marcas de um povo que se apropriou da língua e a transformou num instrumento próprio de expressão.

No entanto, a ausência de uma norma oficial que legitime essa realidade linguística tem consequências graves: perpetua a ideia de que a fala do angolano é incorrecta, reforça uma dependência cultural desnecessária e limita a produção científica e literária numa variante que, na prática, é a mais utilizada no quotidiano.

Moçambique já avança nesse sentido, com estudos que buscam estabelecer uma norma linguística própria, adaptada à realidade moçambicana. Angola, como nação soberana, não pode continuar a depender das regras linguísticas estabelecidas em Portugal para definir a sua própria forma de falar e escrever.

É fundamental que sejam criadas leis que tornem possível a oficialização do português angolano. Tal medida permitirá que seja ensinado nas escolas, utilizado na administração pública e reconhecido nos espaços formais sem preconceitos, ao contrário do que temos vivenciado.

A oficialização do português angolano não significa romper laços com os outros países de língua portuguesa, mas sim fortalecer a identidade nacional dentro desse espaço linguístico comum.

A materialização desse reconhecimento não é apenas uma questão académica, mas um passo essencial para que a língua falada pelo povo seja legitimada e protegida.

Uma Angola que reconhece a sua forma própria de falar é uma Angola que se afirma culturalmente, que se respeita e que constrói um futuro mais independente.

Portanto, concluímos e apelamos para que se deixe de lado a insegurança linguística e se dê ao português angolano o estatuto que ele merece.

Cabe ao Estado, aos académicos e aos legisladores avançarem com esta discussão e assegurarem que a língua falada pelo povo seja igualmente reconhecida pela lei.

 

Por: JOÃO NGUMBE

Publicidade

Maís Populares

  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Cine Teatro Nacional reabre as portas esta Quinta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Cuando emite mais de 20 mil bilhetes de identidade de Janeiro a Setembro de 2026

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Carteira digital do PayPay processa 2,35 milhões de transferências em Setembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

A minha reflexão sobre a essência da diplomacia angola na...

A Competência não basta

O trabalho que não fazemos

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

Angola quer ser uma potência económica, mas ainda não aprendeu...

A linguagem universal do futebol

O desporto não pode perder a humanidade

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

O futebol, em particular, e o desporto, de uma forma...

As bocas do Tibocas – Vidas de Ninguém (XXXVI)

As bocas do Tibocas – Vidas de Ninguém (XXXVI)

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

Bem que a tia Canica, aquela mais velha que se...

O que fica quando o último apito soa?

O que fica quando o último apito soa?

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

N DANIEL MIGUEL os quintais de Luanda, do Huambo ou...

Carregar Mais

Relacionados - Publicações

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos
Opinião

Diplomacia angolana: mérito do trabalho e vaidade dos títulos

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

A minha reflexão sobre a essência da diplomacia angola na impõe duas perguntas jus tas e necessárias: a nossa política...

Ler maisDetails
A Competência não basta
Opinião

O trabalho que não fazemos

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

Angola quer ser uma potência económica, mas ainda não aprendeu a valorizar uma das suas maiores ri quezas existentes no...

Ler maisDetails
A linguagem universal do futebol
Opinião

O desporto não pode perder a humanidade

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

O futebol, em particular, e o desporto, de uma forma geral, têm destas coisas: num instante, um jogador é herói;...

Ler maisDetails
As bocas do Tibocas – Vidas de Ninguém (XXXVI)
Opinião

As bocas do Tibocas – Vidas de Ninguém (XXXVI)

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

Bem que a tia Canica, aquela mais velha que se sen tava na ponta da rua, já sem mui tos...

Ler maisDetails
O que fica quando o último apito soa?
Opinião

O que fica quando o último apito soa?

por Jornal OPaís
9 de Outubro, 2026

N DANIEL MIGUEL os quintais de Luanda, do Huambo ou de Benguela, tu do começa antes da chegada dos convida...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Artigo Seguinte
ASA segue imparável na Liga  Provincial de Futebol de Luanda

ASA segue imparável na Liga Provincial de Futebol de Luanda

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.