Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Sex, 16 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

A verdadeira face do imperialismo na nova guerra de anexação tão querida a trump

Jornal Opaispor Jornal Opais
17 de Janeiro, 2025
Em Opinião

Com a sua tomada de posse prevista para o próximo dia 20 de janeiro, Donald Trump regressa ao palco politico global com uma manifestação de loucos, ideia que manifesta a hegemonia americana, mas estrategicamente perigosa: A guerra de ocupação. Uma estratégia que a Rússia tem vindo a realizar contra os seus antigos satélites.

Ora bem, uma guerra por anexação é um género de conflito em que um Estado amplia o próprio território usurpando parte do território de outro Estado. O sucesso destas operações deve-se ao recurso à força.

Trump abre o seu 2.º mandato com delírio de omnipotência, comparável apenas aos regimes de triste memória do século XX, identificando a Groelândia, o Panamá, o Golfo do México como futuros territórios dos EUA, e envia um claro recado ao vizinho Canada.

Não obstante Rússia e China demonstrarem igualmente interesse pelo arquipélago, Trump nota que o descongelamento do gelo na região poderá abrir áreas para a perfuração de petróleo e gás e para a extração de minerais críticos.

A ilha é rica em hidrocarbonetos, urânio e terras raras e uma importante plataforma estratégica para a projeção no Ártico. De acordo com um relatório recente do Conselho do Ártico, o tráfego de navios no mar Ártico aumentou 37% na última década.

Deste modo, a continuação do degelo poderá abrir ainda mais rotas comerciais, e ao mesmo tempo aumentará o risco de catástrofes ambientais. Por sua vez, o Canal Artificial de Panamá permite a passagem entre o Atlântico e o Pacífico sem ter de circumnavegar todo o continente americano.

Foi praticamente criado pelos Estados Unidos, que em 1901 obtiveram o seu controlo durante 99 anos. Em dezembro de 1999, Washington decidiu entregar a gestão do corredor marítimo de 82 quilómetros de comprimento ao Estado do Panamá.

Uma jogada tática, mas que, anos mais tarde, permitiu a penetração da China, que, através dos seus habituais investimentos bilionários, quer projetar a sua influência como potência económica.

Trump tenciona travar qualquer iniciativa chinesa que visa o engrandecimento deste gigante asiático. A tendência a uma guerra de ocupação abre espaço a um género de debate que inocenta Trump nos conflitos interestatais.

Muitos o apresentam como um líder pacífico (o único presidente na história dos EUA que não fez guerra, e com ele o mundo evitará uma catástrofe), como se as contendas bélicas resumissem o conceito de conflito.

Vejamos a cronologia das acções de Trump, e a sua não inocência nos excessos americanos. Em 2017, três meses depois da tomada de posse, autorizou o primeiro ataque militar direto contra a Siria.

Um ataque considerado resposta ao uso de armas químicas da parte de Assad. Totalizando 59 mísseis Tomahawk. Um ano depois, ordenou outros 105 mísseis contra três arsenais químicos, e ambos os bombardeamentos foram condenados publicamente pela ONU.

O ataque utilizou mísseis de cruzeiro lançados por bombardeiros B-1 dos EUA; bombardeiros da Grã-Bretanha e da França. No final das operações, através da rede social Twitter considerou: ‘’raid perfeitamente executado, graças à França e à GrãBretanha pela sua técnica e poder… missão cumprida.’’

Por ordem de Donald Trump, um drone americano matou em janeiro de 2020 Qassem Soleimani, o mais influente general iraniano, considerado o número dois na hierarquia do poder em Teerão.

Soleimani era o chefe da milícia alQuds dos Guardiões da Revolução, a força de elite do exército da República Islâmica, amigo dos aiatolas e muito amado até pela geração mais jovem.

Segundo o Pentágono, Soleimani “planeava ataques contra diplomatas e militares americanos no Iraque e em toda a região”. Uma ordem que colocava o mundo na iminência de um conflito nuclear sem precedentes. Foram igualmente encontradas “impressões digitais” de Trump no fracassado golpe de Estado de 2020 em Venezuela.

Em 2017, lançou a GBU-43, também conhecida por “Moab” (massive ordnance air blast bomb) ou (mãe de todas as bombas), a maior bomba não nuclear alguma vez lançada.

Os primeiros testes do dispositivo foram efectuados em março e novembro de 2003 e, para além dos testes, não há notícia de quaisquer outros lançamentos. Posteriormente, disse ter-se divertido com os seus efeitos.

Ainda em 2017, afirma o Washington Post, a administração Trump autorizou a venda de armas à Ucrânia, quebrando uma proibição não escrita do Presidente Barack Obama. Vendeu-se metralhadoras M107A1, munições e “acessórios” num total de 41,5 milhões de dólares.

Em 2019, os Estados Unidos lançaram 7.423 bombas no Afeganistão. É o numero mais elevado desde 2006, ou seja, desde que o Departamento de Defesa dos EUA começou a registar os bombardeamentos das suas tropas. Nenhum presidente antes tinha ido tão longe.

O número de mortos e feridos militares e civis produzidos por Trump em quatro anos na Casa Branca é simplesmente incalculável. Em 2017, se tinha declarado “o Presidente dos EUA mais pró-israelita da história”, transferiu a embaixada dos EUA para Jerusalém, reconheceu o direito de ocupação dos Montes Golã pelos israelitas.

Sob o comando de Trump, em 2017, quando o ditador Kim JongUn continuou a prosseguir, sem hesitação, o seu programa nuclear, realizando testes de mísseis balísticos que aterrorizavam toda a região do Pacífico, e para o Ocidente, já havia dois planos na mesa do Pentágono para “resolver” o problema: o bem conhecido plano de decapitação e o muito mais perigoso plano de ataque nuclear que teria previsto o lançamento de até 80 bombas nucleares tácticas sobre alvos estratégicos a norte do paralelo 38.º. Em 2019, vetou uma resolução bipartidária aprovada pela Câmara e pelo Senado que apelava ao fim do apoio militar à Arábia Saudita na guerra do Iémen.

A resolução foi aprovada no Senado a 13 de março, com 54 votos a favor e 46 contra, e ratificada pela Câmara no início de abril, com 247 votos a favor e 175 contra.

Disse que a mesma resolução era “uma tentativa desnecessária e perigosa de tentar minar os meus poderes constitucionais, pondo em perigo a vida dos cidadãos americanos e dos militares corajosos, tanto agora como no futuro”.

Com objectivo de proteger os bens dos EUA em órbita, principalmente os satélites, Trump saiu da terra para continuar a luta no espaco, criando em 2019 um força militar especial, dedicado à guerra espacial.

A Força Espacial, como é chamada, é a primeira força militar a ser criada nos Estados Unidos nos últimos 72 anos; está anexada à Força Aérea Americana e tem cerca de 16.000 militares e civis.

Este é Trump do qual se pensa ser um estadista pacifico sem comprometimento com guerras, e que fará o seu segundo mandato já apartir deste janeiro. Fazendo fé à cronologia espelhada acima, associadas ao rótulo que lhe foi atribuido pela BBC que o considera a par de Bolsonaro (Brasil) e Salvini (Itália) os maiores difusores de Fake news do globo, não há margens de dúvidas nas palavras de Dimitri Medvedev no seu discurso de fim de ano: “Estejam todos preparados para acontecimentos impossíveis em 2025”.

 

Por: Hélder Luís

*Especialista em Relações Internacionais

 

Relacionados - Publicações

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Imaginemos...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Em...

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Na...

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

O...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
16 de Outubro, 2026

Cerca...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Um só povo, uma só Nação

por Dani Costa
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Publicidade

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Polícia trava desvio de 10 toneladas de fertilizantes no Porto do Lobito

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

A competência de quem nos contraria

A competência de quem nos contraria

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Imaginemos...

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

A obsessão pelos cargos de chefia: quando a ambição atropela a competência

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Em...

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

“A Nação que queremos começa pelas crianças, pelas mulheres e pela educação”

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

Na...

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

A Nação como espelho: o Estado da Nação de 2026 e a construção discursiva do legado de João Lourenço

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

O...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Ainda não é um adeus, camaradas!

por Dani Costa
16 de Outubro, 2026

Cerca...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Um só povo, uma só Nação

por Dani Costa
15 de Outubro, 2026

O...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Governo do Namibe proíbe  consumo do pescado por  aparecimento de peixe  morto na baía do Tômbwa

Governo do Namibe proíbe consumo do pescado por aparecimento de peixe morto na baía do Tômbwa

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM