Nossa Seguros BFA SB FIB BANCO BAI
Ter, 13 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Portugal deve reconhecer amnésia sobre papel histórico das pessoas negras

Jornal Opaispor Jornal Opais
14 de Maio, 2024
Em Mundo

A artista Mónica de Miranda considera que Portugal tem feito um “apagamento das histórias das pessoas negras” que fazem parte da população do país desde o século XV, e deveria reconhecer esta “amnésia cultural” para sarar feridas coloniais do passado

“Em Portugal há uma ferida colonial que não quer cicatrizar: o passado colonial continua a ser glorificado nas artes, no ensino e na política”, disse a criadora, entrevistada pela agência Lusa, sobre a questão da descolonização na cultura.

Mónica de Miranda é uma das três artistas e curadoras – com Sónia Vaz Borges e Vânia Gala – que criaram o projecto “Greenhouse”, escolhido para representar oficialmente Portugal na 60.ª Bienal de Arte de Veneza, a decorrer até 24 de Novembro naquela histórica cidade italiana, sob o tema geral “Estrangeiros em toda a parte”.

Para a artista, cofundadora do Hangar – Centro de Investigação Artística, em Lisboa, o processo de descolonização “passa por reconhecer, não só os apagões históricos portugueses e a história da descolonização nos países africanos como fundamentais para a derrota da ditadura em Portugal, mas também a força da migração e força intelectual africana em Portugal para o desenvolvimento cultural, económico e social português, desde as contribuições na sociedade civil, até às artes e à política.

” Nascida no Porto, em 1976, a artista portuguesa de origem angolana vive e trabalha, actualmente, entre Lisboa e Luanda, e tem vindo a desenvolver o seu percurso artístico e investigação nas áreas da arqueologia urbana, política, memória e as geografias pessoais.

Sobre o processo de descolonização, Mónica de Miranda citou, nas respostas enviadas por escrito à Lusa, o semiólogo argentino Walter Mignolo, uma das figuras centrais do pensamento decolonial (de crítica à persistência de relações de poder e de processos de discriminação decorrentes do colonialismo), que o considera “uma ferida aberta do passado que se perpetua no presente.

” “A questão é que não é possível desmantelar ou desfazer o colonial, e passar de um momento colonial para um não-colonial, pois as entranhas da sociedade ocidental estão enraizadas no colonialismo”, considera a artista nomeada para o Prémio EDP Novos Artistas em 2019 e, em 2016, para o Prémio Novo Banco de Fotografia.

Para a criadora, a descolonização “é um caminho de luta contínua no qual se devem identificar, tornar visível e encorajar ‘lugares’ de exterioridade e construções novas da alteridade” nas áreas social, política e cultural.

A artista acredita que o termo descolonização possui “muitos tempos” e, por isso, não pode ser entendido isoladamente no presente, porque “faz parte de um contexto histórico da colonização, e é necessário observar as consequências que este processo do passado tem no presente.

” “Temos de pensar que todos os processos de descolonização em Portugal foram mais tardios do que em qualquer outro país”, sublinhou a artista representada em colecções públicas e privadas como o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, o Arquivo Municipal de Lisboa, o Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Fundação Calouste Gulbenkian. Recordou que o Gana foi o primeiro país a tornar-se independente na África subsaariana, em 1957, e que a maioria das colónias francesas em África obtiveram independência nos anos 1960.

Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, colónias portuguesas, só se tornaram-se independentes na década de 1970 e, à excepção da Guiné-Bissau, reconhecida pela maioria dos países das Nações Unidas no final de 1973, apenas após a revolução de 25 de Abril, em 1974.

Para a artista – cuja obra é interdisciplinar e mistura desenho, instalação, fotografia e audiovisual nas fronteiras entre a ficção e o documentário – os “processos tardios de descolonização e de independência em África” tiveram impacto em todos os sectores, desde as estruturas sociais à cultura.

“A cultura reflecte estes espaços sociais, onde não há representatividade negra que reflicta a própria constituição da população portuguesa na arte e na cultura. Há poucas estruturas que realmente têm um trabalho descolonial na sua estrutura”, lamentou, sobre a realidade que conhece no país.

Sobre o estudo e reconhecimento real do perfil da população portuguesa lembrou que “ainda não há censos que incluam informação sobre a identificação étnico-racial dos cidadãos portugueses”, citando o trabalho da socióloga e activista antirracista Cristina Roldão, uma das investigadoras que fez parte do Grupo de Trabalho Censos 2021 – Questões “Étnico-Raciais”, e do Grupo de Trabalho para a Prevenção e o Combate ao Racismo e à Discriminação do mesmo ano.

“Portugal ainda não dispõe de informação oficial sobre quantos dos seus residentes e cidadãos são provenientes de países africanos, o que não ocorre em países como o Reino Unido ou França.

Sem ter os dados, é muito mais difícil elaborar estratégias eficazes para combater o racismo estrutural e a desigualdade”, disse a artista, que cresceu no Norte do país e viveu durante 15 anos no Reino Unido.

Na chegada a Lisboa, em 2007, uma cidade que lhe era desconhecida, encontrou um meio artístico “fechado em si próprio”, e sobretudo virado para os cânones europeus. Decidiu então viver entre a capital portuguesa e Londres, onde tinha mais condições para o trabalho que desejava desenvolver.

E essa experiência no Reino Unido permite-lhe comparar o percurso de Portugal, onde não existiu um movimento negro nas artes, como aconteceu, por exemplo, com o Black British Arts, nos anos 1980, além de muitos movimentos cívicos.

“Quando cheguei a Lisboa, era muito complexo ter certas conversas, quase nem se tocava no assunto”, recordou, sobre uma realidade que encontrou depois de ter passado mais de uma década a viver em Londres.

Publicidade

Maís Populares

  • Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    Empreendedora angolana cria plataforma para venda de produtos africanos em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Huambo acolhe acto central das comemorações do 35° aniversário das FAA

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Unitel Estrelas ao Palco inicia este sábado a fase das eliminatórias

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Carteira digital do PayPay processa 2,35 milhões de transferências em Setembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Cine Teatro Nacional reabre as portas esta Quinta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

13 de Outubro, 2026
Pelo menos um morto em ataque no aeroporto de Riade

Pelo menos um morto em ataque no aeroporto de Riade

13 de Outubro, 2026
Presidente do Botswana efectua visita de Estado à China

Presidente do Botswana efectua visita de Estado à China

13 de Outubro, 2026
Coreia do Norte lança vários mísseis balísticos para mar do Japão

Coreia do Norte lança vários mísseis balísticos para mar do Japão

13 de Outubro, 2026
Naufrágio de barco com 305 imigrantes deixa 139 mortos ao largo de Djibuti

Naufrágio de barco com 305 imigrantes deixa 139 mortos ao largo de Djibuti

12 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Relacionados - Publicações

Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

13 de Outubro, 2026
Pelo menos um morto em ataque no aeroporto de Riade

Pelo menos um morto em ataque no aeroporto de Riade

13 de Outubro, 2026
Presidente do Botswana efectua visita de Estado à China

Presidente do Botswana efectua visita de Estado à China

13 de Outubro, 2026
Coreia do Norte lança vários mísseis balísticos para mar do Japão

Coreia do Norte lança vários mísseis balísticos para mar do Japão

13 de Outubro, 2026
Naufrágio de barco com 305 imigrantes deixa 139 mortos ao largo de Djibuti

Naufrágio de barco com 305 imigrantes deixa 139 mortos ao largo de Djibuti

12 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Artigo Seguinte
“Se o Ocidente quiser  resolver o conflito  ucraniano no campo  de batalha, a Rússia  está pronta”, Lavrov

“Se o Ocidente quiser resolver o conflito ucraniano no campo de batalha, a Rússia está pronta”, Lavrov

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.