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OPAÍS

Carta do Leitor: A baixa de Luanda cheira mal

Jornal Opaispor Jornal Opais
19 de Fevereiro, 2024
Em Opinião
Angola fora da lista de países africanos com previsão de crescimento económico em 2024

Caro coordenador do jornal O PAÍS, saudações e votos de óptima Segunda-feira! Aproveito a oportunidade para falar sobre a forma como a baixa de Luanda está suja e cheirar mal em tudo quanto é canto, não é preciso andar muito para se constatar este facto.

Urina, fezes e lixo actualmente vieram dar um novo cheiro à baixa de Luanda, sobretudo naqueles locais onde há concentração dos cidadãos semabrigo da província.

Isto está assim faz tempo e nota-se que as autoridades do Governo Provincial de Luanda (GPL) não tomam quaisquer medidas em relação a isso, porque mesmo nas cercanias do palácio o cenário é o mesmo ou semelhante.

Em verdade, mesmo com deslocados a residirem no centro da baixa, já tivemos uma baixa mais limpa e organizada, agora, seja de dia ou de noite, vê-se uma baixa quase que sem ordem.

A imagem da baixa de Luanda para os turistas não é das melhores, porque não consegue ficar próximo de uma zona de lazer, primeiro porque não há condições, segundo, porque o lixo e o cheiro nauseabundo toma conta de tudo.

As autoridades têm a obrigação de criar condições para retirarem alguns ou todos os sem abrigo da cidade, porque, em parte, são eles que sujam a baixa da cidade nas horas mortas.

Se as autoridades tiverem alguma dúvida, é óbvio que têm condições, circulem à socapa no centro da cidade à noite terão a resposta de tudo o que estou a escrever, aliás há moradores que estão agastados com esta situação.

A baixa da cidade de Luanda está sem alma e ser um ar puro faz tempo, mas, se houver vontade, por parte do GPL, o cenário pode ser invertido e a alma da cidade voltará a agradar os seus cidadãos.

Mutamba, Maianga, Coqueiros, Baleizão, Sagrada Família, Mutu Ya Kevela, Alvalade, 1º de Maio, Vila Alice e outros pontos, por conta do mau cheiro e do lixo, estão a fazer envergonhar a cidade de Luanda e arredores, portanto a situação está demais!

 

 

Por: Júlio Mbuyia, Vila Alice

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