Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Sáb, 3 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Dois anos depois grupos regressaram à marginal de Luanda apesar do aperto financeiro

Antonia Goncalopor Antonia Goncalo
21 de Fevereiro, 2023
Em Cultura, Em Cartaz, Manchete

Ausentes da pista da Marginal de Luanda durante dois anos devido à pandemia, os grupos carnavalescos da classe A voltaram a exibir-se, ontem, no desfile competitivo, neste palco, apesar do fraco apoio financeiro que tiveram para a sua preparação

O evento foi dominado pelas vá- rias cores de tecidos com as quais foram produzidos os trajes dos 13 grupos, com realce para panos africanos.A pista foi descerrada pelo União Twabixila, do município de Via- na, que com 400 foliões desfilou- com trajes de cor amarela, branca e laranja, dançando ao ritmo da Dizanda, através da canção intitulada “Mulher com dois maridos”, da autoria de Milda Abel. Com essa música, o conjunto fundado em 2004, que tem como rainha Celma Zua e rei Fortunato Silvestre, alertava para a gravida- de da situação de uma mulher que adopte esse modo de vida. O comandante Benedito Joaquim disse que no bairro em que vivem é recorrente esse tipo de atitude por parte das mulheres.

No final da exibição, afirmou que a par das dificuldades que enfrentaram para preparar o grupo, conseguiram fazer uma apresentação possível, tendo em conta as condições que possuíam. “Foi muito fácil nos prepararmos para estar hoje aqui, porque as ajudas começaram a chegar tarde. Mas, ainda assim conseguimos fazer alguma coisa, embora não tenha sido fácil. Espero que nas próximas edições as coisas melhorem”, disse. Com a intenção de reconquistar o título de 2014 e 2015, o União Sagrada Esperança, com 150 foliões, ao passo da dança Semba, com trajes coloridos, homenagearam o Governo Provincial de Luanda pelos trabalhos que, conforme disse o comandante, tem desenvolvido nos vários municípios.

De igual modo, prestaram tributo, a título póstumo, aos fundadores do conjunto pelos anos de trabalho realizado em prol do mesmo. Nas alas apresentaram as varinas, os bailarinos, os pescadores, as bessanganas e a área de xinguilamento, além da falange de apoio. “Viemos mostrar o Semba, mas a música foi feita em português e em Kimbundu. Vamos ver no que vai dar a nossa apresentação, já que trazemos o Carnaval do Rangel”, frisou o comandante. Acrescentou de seguida que “são muitos anos de carreira, enfrentamos várias batalhas e hoje estamos aqui. Vamos mostrar que sabemos dançar o Carnaval e que não vamos desistir agora, apesar das dificuldades”. O União Kiela, comandado pela Maravilha dos Santos, homenageou as Gingas do Maculusso, pelos 40 anos de existência.

Este tributo deve-se ao facto de nas suas apresentações terem como preferência trechos das suas canções, que ser- vem de mensagem ao público. A comandante contou que tiveram algumas complicações na criação da indumentária e da logística, uma vez que o conjunto integra aproximadamente mil membros e não foi um processo fácil “vestir” a todos. Apresentaram, nesta edição do Entrudo, a corte, os pesca- dores, os bailarinos, as bessanganas, tocadores, área das baianas e a alegoria. O desfile prosseguiu com o União Povo da Quiçama, que através da dança Sambalage fez o público vibrar, com um tema que apelava à protecção da natureza. Deste mo- do, procuraram chamar a atenção ao Governo para que reforce a segurança do espaço [Parque da Quiçama].

O apelo que resulta no facto de, segundo o presidente do conjunto, Rufino Gonçalves, o Parque da Quiçama, assim como outos, serem frequentemente invadidos por caçadores furtivos, que abatem várias espécies demodo anárquico. “Por isso, pedimos socorro na canção para que as autoridades percebam que o parque está a ser devastado. Mostramos no nosso carro alegórico a mata, os caçadores furtivos a caçarem e os fiscais a actuarem”, explicou. Como em qualquer concurso do género, onde são avaliados por uma equipa de jurado, o líder do União Povo da Quiçama acredita que apresentaram um trabalho que será bem apreciado. Sobre os preparativos para a presente edição do Carnaval, disse que ocorreu com muitas dificuldades, por terem ficado desprovidos de apoios.

Para ser mais preciso, afirmou que necessitariam no mínimo de 5 milhões de kwanzas para uma boa apresentação. No entanto, agradeceu aos amigos que prestaram apoio ao grupo, o que possibilitou que pudessem representar condignamente o município da Quiçama. “Não há dinheiro. Tivemos que nos virar. Não recebemos apoio financeiro por parte da Administração da Quiçama, apenas apoio logístico. Gostaríamos ainda de receber apoio financeiro porque o que deu a APROCAL não foi suficiente para aguentar o embate”, lamentou

Outras exibições

O desfile prosseguiu com o União Nzinga Mbande, composto por 3 mil cidadãos, que homenageou o Primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, exibindo toques da dança Cabecinha, vibraram na pista da Marginal, evidenciando a exposição de produtos do campo. Já o União Mundo da Ilha, que revidou o título nas edições anteriores brindando o público com os exuberantes carros alegóricos, nesta não o fez, ao que parece, como resultado do fraco apoio ao conjunto. Na sua apresentação, ficou evidenciada as exposições de diferenciados animais vertebrados e aquáticos (peixes). Segundo o seu presidente, António Custódio, apresentaram também na pista produtos nacionais.

O União Recreativo do Kilamba optou por se exibir na Marginal de Luanda com trajes de diversas regiões do país, como as Lundas, Huambo, Huila e Benguela, com realce para representação das vestimentas da Muana Puó. Esta edição ficou marcada também com a despedida do Poly Rocha como comandante, que garantiu continuar na direcção do conjunto, tendo passado o legado a um jovem. “Vou deixar o papel de comandante, mas não da direcção do Recreativo do Kilamba.

Desde já, dizer que não me arrependo de maneira nenhuma, passar o meu legado a um jovem, porque também entrei nas mesmas condições”, frisou. Acrescentou de seguida que “temos que tirar esse conceito de ficar com o título até à eternidade. Achei momento certo para o feito”. Desfilaram ainda o União Etu Mudietu, do Distrito Urbano do Sambizanga, União 10 de Dezembro, do Distrito Urbano da Maianga, o União 54, do Distrito Urbano da Maianga, União Jovens da Cacimba, do mesmo Distrito, União Amazona do Prenda, também, da Maianga e o União Giza, do Rangel.

Tributação das empresas no Carnaval

Questionado sobre o valor de um milhão e 500 mil kwanzas, atribuído aos grupos, considerado demasiado baixo, o ministro da Cultura e Turismo, Filipe Zau, justificou, que no país há questões mais urgentes a serem resolvidas, o que faz com que a Cultura absorva uma fatia menor, conforme acontece em vários países. “Claro que quando temos situações ainda delicadas, de educação, saúde, pobreza, a Cultura acaba por ser sempre prejudicada. Mas, nós temos que nos acostumar também a ver a Cultura como factor de desenvolvimento. Se assim for, de certeza que encontraremos formas de contribuir melhor para este sector”, frisou.

A par da Lei do Mecenato, considerou ainda necessário encontrar outras formas de se conseguir viabilizar actividades culturais e recreativas, através do turismo. No seu ponto de vista, ambas possuem uma relação dialéctica, que pode ser aproveitada para o bem- estar social. Sobre o apoio das empresas, manifestou ser importante para melhorar o Carnaval, uma vez que, futuramente, as que assim procederem beneficiarão de vantagens como a redução da sua tributação. “Há uma participação do Estado, mas vimos que hoje em dia as empresas começam a participar bastante. Há troca de publicidades e penso que é importante.

Se fosse só com o dinheiro da Cultura não víamos roupas como vimos aqui e adereços que são importantes para melhorar o nosso Carnaval”, enalteceu. O dirigente da Cultura exaltou o facto de os grupos abordarem sobre questões éticas, nas suas apresentações, a par dos aspectos culturais. E, também, por terem recreado com o sentido de cidadania. “Penso que Sua Excelência, o Senhor Presidente da Republica e a 1.ª Dama deram nota que realmente gostaram da forma como decorreu o evento. Sobretudo, é bom esse sentido de unidade e diversidade. Houve também atitudes muito claras de manifestação e de ética, ao que me parece que é determinante para a nossa sociedade”.

Recomendado Para Si

Maya Zuda leva o livro “Quem Eu Sou?” aos leitores nas Irmãs Paulinas

por Jornal OPaís
29 de Setembro, 2026

A cantora Maya Zuda leva, no dia 01 de Outubro, Quinta-feira, o livro “Quem Eu Sou” ao público leitor, no...

Descendentes de músicos unem-se em defesa do semba com o projecto “Herdeiros Cantam”

por Augusto Nunes
29 de Setembro, 2026

Com o projecto discográfico “Os Herdeiros Cantam”, filhos de lendas da música angolana continuam unidos em defesa do semba, com...

Aulas no ensino geral retomam hoje em todo o país

por Bernardo Pires
28 de Setembro, 2026

O SINPROF levantou a greve dos professores após ter chegado a um acordo com Governo sobre os pontos que constituíam...

Johnny Ramos leva sucessos da carreira ao público angolano

por Jornal OPaís
27 de Setembro, 2026

O cantor cabo-verdiano Johnny Ramos subiu, neste Sábado, 26, ao palco do Centro de Conferências de Belas (CCB), em Luanda,...

Angolanos ‘arriscam’ vida em obras para sobreviver em Portugal

por Jornal OPaís
25 de Setembro, 2026

José era professor de inglês em Angola, depois de viver vários anos na Zâmbia. Maurício foi secretário de uma escola...

Kanguimbu Ananaz prepara-se para lançar o livro “A Casa e o Botão”

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

A escritora Kaguimbu Ananaz está, neste momento, a preparar-se para fazer o lançamento do livro “A Casa e o Botão”....

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

    Siga OPAÍS no WhatsApp

    Recomendado Para Si

    Cultura

    Maya Zuda leva o livro “Quem Eu Sou?” aos leitores nas Irmãs Paulinas

    por Jornal OPaís
    29 de Setembro, 2026

    A cantora Maya Zuda leva, no dia 01 de Outubro, Quinta-feira, o livro “Quem Eu Sou” ao público leitor, no...

    Ler maisDetails
    Cultura

    Descendentes de músicos unem-se em defesa do semba com o projecto “Herdeiros Cantam”

    por Augusto Nunes
    29 de Setembro, 2026

    Com o projecto discográfico “Os Herdeiros Cantam”, filhos de lendas da música angolana continuam unidos em defesa do semba, com...

    Ler maisDetails
    Manchete

    Aulas no ensino geral retomam hoje em todo o país

    por Bernardo Pires
    28 de Setembro, 2026

    O SINPROF levantou a greve dos professores após ter chegado a um acordo com Governo sobre os pontos que constituíam...

    Ler maisDetails
    Cultura

    Johnny Ramos leva sucessos da carreira ao público angolano

    por Jornal OPaís
    27 de Setembro, 2026

    O cantor cabo-verdiano Johnny Ramos subiu, neste Sábado, 26, ao palco do Centro de Conferências de Belas (CCB), em Luanda,...

    Ler maisDetails
    Manchete

    Angolanos ‘arriscam’ vida em obras para sobreviver em Portugal

    por Jornal OPaís
    25 de Setembro, 2026

    José era professor de inglês em Angola, depois de viver vários anos na Zâmbia. Maurício foi secretário de uma escola...

    Ler maisDetails
    Cultura

    Kanguimbu Ananaz prepara-se para lançar o livro “A Casa e o Botão”

    por Jornal OPaís
    24 de Setembro, 2026

    A escritora Kaguimbu Ananaz está, neste momento, a preparar-se para fazer o lançamento do livro “A Casa e o Botão”....

    Ler maisDetails
    Carregar Mais
    Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

    Para Sí

    • Radio Maís
    • Media Nova
    • Negócios Em Exame
    • Chiola
    • Agência Media Nova
    • Contacto

    Categorias

    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Desporto
    • Mundo
    • Publicações
    • Vídeos

    Condições

    • Política de Privacidade
    • Política de Cookies
    • Termos & Condições

    @ Grupo Media Nova | Socijornal

    Sem Resultados
    Ver Todos Resultados
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Mundo
    • Desporto
    • Mais
      • Publicações
      • Opinião
      • Entrevista
      • Editorial
      • Vídeos
      • Saúde
      • África
      • Ciência e Tecnologia
      • Cronica de Dani Costa
      • Justiça
      • Reportagem

    © 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

    Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.